Falta de nome para Ação Social provoca crise com o PSB


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“Me sinto honrado, mas não posso aceitar”, disse o pastor Sérgio Palamoni
“Me sinto honrado, mas não posso aceitar”, disse o pastor Sérgio Palamoni
A definição do último secretário do novo governo Gilson de Souza (DEM) tem dado trabalho. Até a tarde desta quinta-feira, o nome do futuro vereador Pastor Sérgio Palamoni (PSB) para a pasta era dado como certo pela equipe de Gilson. Mas uma carta aberta, divulgada pela Executiva do PSB no final da tarde de ontem, jogou a negociação por terra. 
 
No texto divulgado, a Executiva afirma que, depois do 2º turno das eleições, em outubro, o PSB foi convidado para assumir a Secretaria Municipal de Ação Social. Dez nomes teriam sido indicados pelo PSB para a pasta. Mas Gilson de Souza insistia no convite a um dos dois vereadores eleitos pelo partido, Pastor Sérgio Palamoni e Claudinei da Rocha.
 
Ainda segundo a carta, os dois políticos teriam dito “não” ao convite e apoiado os nomes já indicados pela Executiva. “Sendo assim, continuamos no aguardo de uma posição do futuro governo quanto à definição de um dos nomes do nosso partido”, termina a carta.
 
Apesar do comunicado do PSB, Gilson de Souza negou que tenha garantido a pasta ao partido. “Eu sempre disse que não tenho compromisso político com ninguém. Não prometi nada a ninguém”. 
 
Gilson admitiu que chegou a conversar com Palamoni. “Eu o convidei mesmo. Falei com o Cezar (Vilela, presidente do PSB) e com o Ubiali a respeito e já estava tudo certo para a nomeação. O Palamoni já tinha aceitado. Não sei o que aconteceu. Deve ser coisa do partido”. Gilson negou qualquer convite a Claudinei da Rocha. “Com ele, não conversei”. 
 
Gilson disse ainda não ter conhecimento sobre qualquer lista de nomes indicados pelo PSB. “Não tem isso de nomes, não. Não recebi nenhuma indicação. O que acontece é que eu queria um vereador no governo para prestigiar o Legislativo, mas o PSB entendeu que não, que deveria ser outra pessoa. Mas esse não é o caminho que escolhi”, disse ele.
 
Ele também garantiu que deve insistir na nomeação de alguém do Legislativo para a pasta. “Entendo que politicamente tenho que prestigiar o Legislativo. Minha intenção é nomear um vereador. Agora as negociações continuam. Já tinha conversado com outros partidos e vou voltar a conversar”. 
 
Sobre a nota divulgada pelo PSB, ele disse que pode ter sido algum equívoco de entendimento. “É tudo uma questão de visão. Sabe aquela coisa de você ver um copo de água pela metade? Um enxerga o copo meio cheio e o outro meio vazio”, filosofou. 
 
Pivô da confusão, o futuro vereador Sérgio Palamoni confirmou o convite. “Nos primeiros dias depois da eleição, o Gilson me ligou convidando, mas eu disse que não.” Segundo Palamoni, Gilson teria insistido mais duas vezes. “Mas expliquei que não poderia aceitar apesar de me sentir honrado. Eu acabei de ser eleito vereador. Como vou deixar o cargo sem nem ter tomado posse direito? Não acho justo com os meus eleitores”, explicou. 
 
Palamoni disse que o último convite foi sido feito na manhã de ontem. “Nos encontramos em um café em um posto de gasolina. Estávamos eu, o Cezar (Vilela) e o Gilson e, de novo, veio o convite e voltei a dizer não. Não teve pressão do partido, não. Eu já tinha dito que não aceitaria. Agora ele (Gilson) tem que se acertar com a Executiva”.

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