Polícia faz reconstituição do esquartejamento


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Em reconstituição, o pintor mostrou aos policiais civis e peritos como matou Ana Cláudia
Em reconstituição, o pintor mostrou aos policiais civis e peritos como matou Ana Cláudia
O pintor Denny de Queiroz Pires, 36, apontado como o responsável pela morte da desempregada Ana Cláudia Abib, 40, participou de uma reconstituição do crime. Na manhã de ontem, policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e peritos do IC (Instituto de Criminalística) levaram o homem até a casa onde o homicídio aconteceu, no Jardim Guanabara, e obtiveram detalhes acerca do assassinato. Foi a segunda morte registrada no mesmo imóvel, conhecido como ponto de venda e consumo de drogas.
 
Enquanto caminhava pela casa, como parte da reconstituição que fará parte dos laudos da perícia, Denny deu detalhes de como matou a ex-namorada e relatou que o homicídio aconteceu na madrugada do dia 17 de novembro, e não no início da semana passada, como havia dito. Afirmou que a golpeou no pescoço com um bisturi após uma briga, pois “ela não dava espaço e desrespeitava, ficando com outras pessoas”, e a deixou deitada em um colchão, em um dos quartos, “esgotando sangue até morrer”, como ele mesmo definiu.
 
Segundo o pintor, Ana Cláudia permaneceu no cômodo enquanto ele fumava crack. “Dormi e só no dia seguinte resolvi dar fim no corpo. Precisava tirar da casa. Tomei banho, vesti uma roupa social e fui até uma loja de ferramentas, onde comprei o machado”, disse.
 
Ao retornar para a casa, que está desocupada, Denny deixou separado o dinheiro das corridas dos táxis que usaria para levar o corpo de Ana Cláudia e a pegou no colo. Na varanda, o assassino forrou o chão e esquartejou o corpo. “Separei em sacos de plástico e fui até os locais”, narrou, referindo-se ao Residencial Amazonas e ao distrito de Chave da Taquara, entre Cristais Paulista e Pedregulho, nas imediações de Estreito, onde ‘desovou” partes do corpo da mulher. 
 
Quando voltou para a casa, ainda segundo sua versão, ele ateou fogo no colchão em um terreno ao lado e ainda lavou o quarto. Ontem, durante a reconstituição, os peritos usaram uma substância que detecta vestígios de sangue. Assim, ficou constatado que a versão do pintor procedia.
 
Questionado sobre o que fez, Denny lamentou e negou que tenha sido cruel. “Está tudo muito recente e, aqui, olhando, consigo lembrar de tudo com clareza. Mas sei que não houve crueldade”, disse. Ele segue preso e já foi indiciado por homicídio qualificado. O bisturi e o machado  usados não foram localizados.
 
Mais um crime
A residência onde Denny matou Ana Cláudia já foi palco de outra morte. Em outubro do ano passado, a desempregada Jéssica Maura Gonçalves, 24, matou o tapeceiro Fábio Goulart, 34, com três tiros. Ela está em liberdade e é filha da dona do imóvel onde as duas vítimas morreram.
 

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