As imagens mostradas pela televisão na última terça-feira mostram bem como agem aqueles que sabem não ter qualquer razão: atacam, destroem e vandalizam com o apoio de partidos de esquerda e centrais sindicais que tentam fazer valer à força as suas vontades. É a velha tática daqueles que atacam e elevam a voz quando são surpreendidos em um ato desabonador. É bastante salutar que cada um possa expressar a sua opinião. A defesa de ideias só faz fortalecer a democracia. Mas quando se parte para o vandalismo, perde-se a razão. É o que se viu em São Paulo e Brasília.
Na capital paulista, os baderneiros destruíram as portas de vidro do saguão da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo) durante uma ação violenta travestida de protesto contra a aprovação da PEC que determina um teto para os gastos do governo federal. Em Brasília, o quebra-quebra foi maior, inclusive com um ônibus queimado pelos “manifestantes”. A polícia do Distrito Federal não foi condescendente e prendeu 72 vândalos que podem ser processados com base na lei antiterrorismo, aguardando julgamento na prisão, sem possibilidade de soltura. Bastou isso para que alguns deputados ditos de ‘esquerda’ protestassem, dizendo que a prisão desde bando de arruaceiros foi ‘política’.
O que importa, agora, é saber a quem serve este tipo de atitude, usando de mentiras para insuflar esta violência. A PEC do Teto, ao contrário do que garantem militantes de esquerda e sindicalistas, não irá retirar qualquer quantia dos setores mais sensíveis do serviço público (Saúde e Educação). Mas é justamente este o argumento dos que comandam não apenas as manifestações dos vândalos, mas também as invasões de escolas que chegaram a prejudicar a realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em pelo menos duas centenas de estabelecimentos. Ao contrário, os dois setores terão verba maior a partir do próximo ano e, caso a arrecadação cresça, o mesmo acontecerá com os repasses do governo federal.
Este tipo de estratégia, baseada em mentiras e violência, não se sustenta, uma vez que o próprio brasileiro está sabendo separar o joio do trigo. Espera-se que a partir da ação da polícia do DF as demais corporações de segurança ajam da mesma forma, colocando na cadeia estes vândalos que não se preocupam com os rumos do País. Defendem, sim, a manutenção de uma situação de insegurança e medo capazes de desestabilizar o Planalto, prejudicando qualquer iniciativa para tirar o Brasil do buraco ao qual foi atirado nos últimos dez anos.
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