Principal arena de shows da cidade e palco de grandes eventos como a Expoagro, além de destino de centenas de pessoas todos os dias, seja para praticar atividades físicas ou aproveitar o tempo com a família, o Parque de Exposições “Fernando Costa” precisa urgentemente de reformas. Cobertura das arquibancadas com risco de cair; madeiramento apodrecido em vários pontos, incluindo o pavilhão de banheiros e apiário; caixas d’água com iminente risco de ceder; parte do muro que separa o espaço do Parque dos Trabalhadores destruído e estufas do Orquidário danificadas, são apenas alguns dos problemas encontrados no local. A falta de segurança, evidente sempre que eventos acontecem no espaço, é outro grande desafio a ser enfrentado pelo governo de Gilson de Souza (DEM). Sem muros ou grades em grande parte de seu contorno, o parque é facilmente invadido por dezenas de “penetras” durante, principalmente, a realização de shows, o que prejudica organizadores de eventos e leva insegurança ao público pagante.
Neste semana, após o atual secretário de Desenvolvimento, Carlos Arantes, apontar os problemas do “Fernando Costa” em relatório apresentado para a equipe de transição de Governo, uma equipe do Comércio esteve no e constatou vários problemas, além de ter ouvido a queixa de vários frequentadores do parque. “Este parque abriga dezenas de eventos durante todo o ano, sem falar na maior festa popular da nossa cidade, a Expoagro, que acontece aqui. Na parte das arquibancadas vemos que parte da cobertura já caiu e o restante está prestes a ceder. O madeiramento de todos os espaços está podre, são pombos por toda parte e o risco é presente. Este espaço está abandonado e as autoridades precisam se atentar para não deixar que ele morra”, disse o sapateiro Humberto Oliveira, morador do Parque Vicente Leporace, que utiliza o espaço para caminhar.
Futura secretária de Desenvolvimento, Flávia Lancha afirmou que a decisão sobre melhorias no parque deve ficar para janeiro. “Tive acesso aos apontamentos do atual secretário mas, em acordo com o Gilson, neste momento em que existem muitas coisas para serem resolvidas, optamos por deixar para ver o que será feito no local em janeiro.”
O parque é uma área estadual. No relatório, Arantes sinalizou que a Prefeitura busca, desde 2014, que o Governo do Estado de São Paulo realize a reversão do parque para a Prefeitura, mas o processo está paralisado após uma divergência na área apontada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. “Manutenções periódicas acontecem no Parque, mas é necessária uma reforma completa e isso vai depender da concessão da área por parte do Estado, o que ainda não aconteceu e vamos passar a analisar em janeiro”, disse Flávia.
Em nota, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento informou que aguarda a manifestação da Prefeitura em relação à adequação da área, pois há divergência no tamanho da mesma, para análises.
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