Mais de 520 francanos buscam a Justiça para obter remédios


| Tempo de leitura: 2 min
Para Conrado Neto, secretário da Saúde, maior acesso ao Sistema Judiciário ajuda a explicar aumento da demanda
Para Conrado Neto, secretário da Saúde, maior acesso ao Sistema Judiciário ajuda a explicar aumento da demanda
Sem recursos para comprar medicamentos de última geração ou com dificuldades para encontrar aqueles que deveriam estar disponíveis na rede pública de Saúde, o número de pacientes que recorrem à Justiça para receberem tratamento não para de crescer. 
 
Em Franca, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, nos últimos cinco anos o total de pessoas que procuram à Justiça para ter acesso a um medicamento, suplemento alimentar, aparelho ou tratamento só vem crescendo. Até o final de novembro, foram abertos contra o município 523 processos judiciais, um número 164% maior que o registrado em 2010. 
 
O secretário municipal de Saúde José Conrado Netto disse que não há um estudo específico para saber um perfil dos usuários que buscam a Justiça. “São casos muito variáveis. Há ações movidas por quem necessita de medicamentos, mas também por pacientes que solicitam consultas, cirurgias, procedimentos para diagnóstico, tratamentos fora de domicílio, órteses e próteses, internações e até materiais para curativos”, disse ele.
 
O aumento no número de pedidos levou à criação de uma ação conjunta entre o município, o Ministério Público Estadual e o Departamento Regional de Saúde, que é ligado ao governo do Estado. Juntos, formaram a Comissão Intersetorial de Análise Técnica de Ações Judiciais (CIAJ). “Desde então, a Defensoria Pública vem encaminhando, semanalmente, as demandas dos pacientes. Estas solicitações são analisadas por esta comissão e é elaborada uma resposta, encaminhada tanto para o paciente quanto para a Defensoria”. O trabalho, segundo o secretário, já tem apresentado alguns resultados. “Sentimos que muitas demandas acabam sendo resolvidas sem a necessidade do Judiciário”. 
 
Gastos
Além do número de ações propostas, os gastos para atender às decisões judiciais também cresceram. Em 2010, foram gastos, de janeiro a novembro, R$ 4,1 milhões. No mesmo período deste ano, o total já subiu para mais de R$ 5,2 milhões. 
 
Para Conrado Neto, esses aumentos estão relacionado a vários fatores. Entre eles, o envelhecimento da população, o desenvolvimento constante de novos medicamentos e tecnologias por parte da indústria farmacêutica e o maior grau de informação e o acesso mais fácil da população ao Sistema Judiciário.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários