Safra de café deve bater recorde com aumento de 15%


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Estimativa é que safra na região da Alta Mogiana chegue a 2,5 milhões de sacas colhidas, o que será um recorde
Estimativa é que safra na região da Alta Mogiana chegue a 2,5 milhões de sacas colhidas, o que será um recorde
Os produtores de café da região da Alta Mogiana, que conta com cidades do nordeste paulista e Minas Gerais, estimam que a safra neste ano bata recorde com 2,5 milhões de sacas colhidas. O aumento gira em torno de 15% em comparação com a safra do período anterior, segundo estimativa da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), que conta com mais de 3,1 mil agricultores. Chuvas em momentos determinantes são apontadas como fator determinante para o resultado alcançado. 
 
“Esse ano a safra foi bem melhor que nos anos anteriores e só temos que comemorar. As chuvas nos momentos certos ajudaram e foram determinantes. Hoje comemoramos um crescimento entre 10% e 15%. Os preços, apesar da oferta mais alta e alguns picos, também se mantiveram”, disse a produtora Flávia Lancha, que tem fazendas em Cristais Paulista e Ribeirão Corrente. 
 
Para o superintendente da Cocapec, Saulo Faleiros, o clima favoreceu a manutenção das lavouras. Segundo ele, as chuvas contribuíram para o crescimento das plantas e a maturação dos frutos. “Viemos de dois anos de seca grande e muita frustração na safra, por isso, hoje, os produtores estão recuperando prejuízos anteriores. Com as chuvas e após a seca dos anos passados, os produtores estavam mais preparados para este ano e o resultado foi positivo. Os preços também estão atrativos, apesar da grande oscilação, mas ainda restam motivos para comemorar”, disse.
 
O cafeicultor Sebastião Ananias, que tem uma fazenda produtora em Ibiraci (MG), disse que o crescimento da safra para este ano já era esperado. “Quem trabalha com café já sabia que a produção seria melhor, mas o que surpreendeu mesmo foi a qualidade dos grãos, que melhorou muito neste ano”. 
 
Segundo ele, na sua propriedade, o aumento variou entre 15 e 18%. “Conseguimos colher cerca de 4,5 mil sacas, o que é uma boa produção”. Mas apesar da melhora na qualidade dos grãos, Ananias disse que ainda não sentiu um aumento significativo no preço da saca. “Há quatro anos, eu vendia a saca por cerca de R$ 525. Hoje está variando entre R$ 530, R$ 550. Mas temos que entender que de lá para cá, os insumos subiram e também foi preciso investir na mecanização. Então, não acho que a cotação esteja assim tão alta como falam alguns”.
 
Para os próximos meses, Ananias aposta na manutenção deste valor. “Não acho que vá subir muito. Tivemos uma boa safra e muitos cafeicultores vão aproveitar esse momento para desovar os estoques.

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