Origens: francana viaja em busca de suas raízes na África


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A produtora cultural Rosyane Maria Silva se prepara para passar um período na África onde pretende descobrir histórias de seus ancestrais
A produtora cultural Rosyane Maria Silva se prepara para passar um período na África onde pretende descobrir histórias de seus ancestrais
Em busca de sua ancestralidade, uma francana de 31 anos está afivelando as malas, no próximo dia 15, rumo à África. Rosyane Maria Silva é produtora cultural, comunicadora, oficineira e transformadora social. Idealista e curiosa em conhecer a história de seus ancestrais, ela decidiu montar um projeto - o #MariaVaiPrÁfrica - para desvendar sua identidade. Para resgatar a história do seu povo, Rosyane pretende utilizar métodos como exame de DNA e pesquisas.
 
“O #mariavaiprÁfrica é, também, meu projeto de TCC (Tese de Conclusão de Curso) no curso de Pós-Graduação em Gestão de Projetos Culturais e Eventos pelo Celacc - Usp/Eca. Ele visa conhecer e conectar as relações afro-brasileiras e africanas. Será analisado e registrado principalmente como as culturas africanas influenciam esteticamente mulheres e homens nos espaços de cultura negras afro-brasileiros. Um dos objetivos é transformar esse projeto num modelo e referência, possibilitando muitas pessoas a se conectarem com seus lugares de origem. Isso é um direito; saber de onde viemos, pra compreender quem somos, disse.
 
A tentativa de resgatar suas raízes começou há tempos. A francana, que hoje mora em São Paulo e ainda mantém familiares em Franca, passou uma temporada em Salvador (BA). “Quando fui morar em Salvador foi para me conectar e tentar resgatar minha identidade negra. Em alguma época, eu e papai tentamos fazer uma ‘árvore’ genealógica da família. Mas esse processo é bem difícil para afro-brasileiros. Quando fomos sequestrados (ela se refere à história dos negros quando deixaram a África e foram trabalhar como escravos em outros países) os sobrenomes mudavam e muitos documentos foram destruídos. Além disso, com o tempo, a memória foi se apagando.”
 
Filha de Oxum e Oxóssi (orixás),  formada em comunicação social (jornalismo) na Unifran, a jovem é produtora executiva da Feira Preta, compõe a equipe de comunicação da Kultafro (rede de empreendedores e artistas de cultura negra), e é colaboradora e realizadora de vários eventos ligados à cultura negra.
 
 A viagem de Rosyane está marcada para o próximo dia 15 de dezembro e deve durar até 18 de fevereiro de 2017. “Embarco para Cape Town (Cidade do Cabo - África do Sul). Lá ficarei um mês fazendo intercâmbio para fortalecer o inglês e conseguir me virar bem nos outros países. Em dezembro já terei o teste de DNA. Então, ficarei um mês em busca das minhas origens ancestrais por meio de pesquisas, entrevistas e experiências”. 
 
Concretizar esse sonho tem um preço: R$ 25 mil. Para juntar este montante, Rosyane montou um site para receber doações ajudar a cobrir os custos. A família de Rosyane também está vendendo pizza para ajudá-la. Ainda faltam R$ 15 mil. 
 
Quem quiser contribuir pode depositar qualquer quantia na conta: agência 7122 Itaú C/P 01343 1/500 -Rosyane Maria Silva. 
 
Todo o percurso da viagem será divulgado pela internet através do endereço: (https://www.fa ce book.com/rosysilwa?fref=ts). “Espero muito que eu encontre pessoas ainda vivas com o mesmo sangue da minha família. Isso será muito importante, pois será uma experiência transcendental”, concluiu.

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