O desastre aéreo na Colômbia, que vitimou quase toda a equipe de futebol da Chapecoense e dos que a acompanhavam, presidiu-se pela justiça de Deus. Não justificamos manifestação dos supremos desígnios nos acontecimentos ruins, mas, logo, verão que a Divina Instância tem suas razões.
É certo que incomoda-nos o não entendermos porque o trágico arrebatamento da vida de muitos, poupando a vida de outros que foram impedidos de embarcar, e outros mais que sobreviveram ao acidente. Sorte? Acaso? Não. Nas leis que regem o Universo, não existem sortilégios. Instala-se, então, um dilema: Deus não pode salvar Seus filhos? Pode, mas não quer? Se não pode, não é todo poderoso. Se não quer, contraria Seu atributo de bondade.
Então, quais são as causas, se os efeitos se admitem justos? Entende o Espiritismo tratar-se de um grupo cuja consciência se incomodava ante o imperativo de resgate de graves débitos coletivamente contraídos no seu passado, atingindo, conforme disse Jesus, ‘a cada um segundo suas obras’.
E considere-se que a força do desígnio cobrador se estende a quantos se acham implicados na transgressão à Lei, em intensidade variável, segundo o grau de comprometimento de cada um.
Já, a citada sentença cristã nos ensina, ainda, que, donos do livre-arbítrio, podemos estabelecer nosso destino, evitando as sinistras consequências cármicas, expungindo débitos com a força do perdão incondicional, da dedicação à causa do bem e da fé inabalável.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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