Encarando de frente uma dura realidade


| Tempo de leitura: 2 min
O prefeito eleito de Franca, Gilson de Souza (DEM), já sabe que terá de fazer muito malabarismo para administrar Franca logo após a sua posse, no dia primeiro de janeiro de 2017. A maioria de suas promessas durante a campanha eleitoral dificilmente deverá sair do papel, já que, num primeiro momento, a ordem é economizar. Como anunciou num primeiro encontro com os seus secretários já definidos, antes de tudo será preciso desidratar bastante cada uma das secretarias, demitindo servidores comissionados (que não passaram por concurso público), pois a folha salarial da Prefeitura já se encontra próximo do limite determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que ainda pode impactar em todo o funcionalismo: dificilmente a municipalidade terá condições de arcar com um reajuste real nos salários sem estourar o limite, podendo incorrer em crime de improbidade administrativa.
 
Agora Gilson percebe a diferença entre a propaganda eleitoral e a dura realidade do município que deverá administrar pelos próximos quatro anos. O novo prefeito já corre o risco, assim que tomar posse, de assumir um gasto extra de R$ 8 milhões. Este valor, usado na construção e reforma do novo prédio da Secretaria Municipal da Educação, teria sido utilizado pelo atual prefeito de forma irregular. Segundo o futuro secretário de Finanças, Sebastião Ananias, “essa verba seria do QESE (quotas estaduais do salário-educação), um fundo de recursos enviados pelos governos federal e estadual para investimentos em capacitação de servidores, equipamentos e construção e ampliação de escolas. Mas a destinação dada foi outra”. O Ministério Público exige que a Prefeitura devolva o dinheiro para a sua destinação correta.
 
Ananias também chamou a atenção para a ação movida pelo Procurador de Justiça do Estado de São Paulo que suspendeu a validade de mais de 200 cargos comissionados da Prefeitura. O futuro procurador-geral do município, Alexandre Trancho, disse que a alternativa será apresentar um projeto de lei já no primeiro dia de governo para fazer as correções e legalizar os cargos. Do contrário, o novo prefeito pode tomar posse sem conseguir empossar secretários e auxiliares diretos, o que deve prejudicar ainda mais o início de sua administração. Em razão da situação de crise que assola o País, o município de Franca também deverá ser afetado, obrigando o setor público apertando o cinto, ainda mais que há expectativas de que a arrecadação deverá ser menor do que a esperada. Por isso, não se deve esperar muito pelo menos nos dois primeiros anos, quando muitas das propostas do candidato serão ‘esquecidas’ pelo prefeito eleito.
 
 
email opiniao@comerciodafranca.com.br
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários