Morreu Henrique Marconi


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Henrique Marconi foi sepultado no Cemitério da Saudade
Henrique Marconi foi sepultado no Cemitério da Saudade

“Foi um homem de caráter, íntegro, amigo de seus amigos”

Morreu às 23 horas do dia 26 de novembro, no Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto, o escritor e jornalista francano, Henrique Orlando Marconi. Tinha 81 anos. Há três anos vinha se tratando de histiocitose, alguns períodos no HC e outros, em Franca. Apenado pelos desconfortos da doença, seu organismo se debilitou continuadamente.

Teve 53 anos de casamento com a professora francana Jacinta Olívia Infante Marconi. Do enlace, dois filhos (Gustavo, analista de sistemas, casado com Juliana Campos, residindo e trabalhando na Austrália; e Guilherme, juiz de Direito em Ribeirão Preto, casado com Eliana Lorenzatto); e dois netos, Guilherme Filho e Valentina.

Henrique era economista e administrador de empresas formado pela Uni-Facef; e advogado, pela Municipal de Franca. Fundou em Franca e dirigiu, por anos, Novo Rio, empresa de consultoria financeira, econômica e de comunicação, ao lado dos empresários Luciano Cláudio Dantas Botto e Luiz Thomaz Balieiro. Sucedeu a Novo Rio sociedade que compôs com o bancário José Darcy Franceschi, denominada Mogyano.

Em 1978, Henrique ingressou na Receita Federal, como auditor. A família, em função da atividade, transferiu residência para Limeira (SP), e lá permaneceu por alguns anos. Depois, seguiu para Santos (SP), Henrique foi transferido para lá, onde ficou até aposentar-se. Depois de 30 anos lá residindo, decidiram voltar a Franca há dois anos, ele já apenado pela doença e em busca de médicos seus amigos, que muito o auxiliaram.

Durante o tempo de Receita, fez especialização em Harvard (EUA), e galgou postos na carreira. Ao final da década dos anos 90, integrou, a convite do governo federal, o Conselho de Contribuintes. Também atuou na educação, primeiro, por 14 anos, como professor de ’Moeda e Bancos’ da Faculdade de Direito de Franca. Em Santos, foi professor de cursinhos preparatórios para concursos da Receita Federal.

Em casa, Marconi foi marido amado, pai de filhos que tiveram a alegria de conviver com escritor excelente contador de ’causos’. “Ele via na vida, no povo, a seu derredor, inspiração contínua a alimentar seu gosto pelo ‘conto de causos’, a seu jeito quase mineiro. Reuniu muitos deste casos saborosos em literatura de excelente qualidade — São contos que eu conto, e Uma agulha no palheiro, volumes I e II. Escreveu, ainda, livros técnicos utilizados pela Receita Federal. Por sua capacidade de ganhar a atenção das pessoas, foi sempre centro das atenções das reuniões de família e de amigos que fizemos por onde passamos. Era muito bom conviver com ele”, disse Jacinta.

Henrique Marconi também escreveu neste Comércio, por anos. Produziu artigos técnicos, e muita prosa e poesia para o caderno ‘Nossas Letras’. Integrava, também, a loja maçônica Amor à Virtude. “Foi um homem de caráter, íntegro, amigo de seus amigos”, concluiu Jacinta.

Seu corpo, trasladado para Franca, foi velado no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceu dia 27 de novembro, no Cemitério da Saudade.

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