A eleição de Trump apavorou a esquerda europeia, a italiana, especialmente. Seus dirigentes reexaminam ideias e programas que há muito caíram na indigência do pauperismo ideológico: nada têm de novo e só repetem surrados slogans de um século atrás.
O Corriere della Sera fez campanha por Hillary Clinton. Embora se dizendo imparcial, sua subserviência à esquerda vai além de mera simpatia. No entanto, em 18 de novembro, à primeira página, artigo de fundo afirma que socialistas de todos os matizes, incapazes de compreender as aspirações da opinião pública, se dilaceram em conflitos internos. Comunistas acusam socialistas. Esses, com esquálidas lideranças incapazes de discernir novas perspectivas, se atolam no pântano de teorias peremptas. Em termos brasileiros? Estão como os líderes do PT, embora fora da cadeia.
Dias depois, o jornal verteu lágrimas quentes sobre a sepultura política de Hillary e da esquerda europeia. Conservadores europeus vêm obtendo contínuas vitórias nas urnas e plebiscitos: a saída da Grã-Bretanha da União Europeia, a oposição da Holanda, Áustria e Hungria ao socialismo europeísta, a Suíça em sucessivos plebiscitos se distanciando da União Européia, a recente vitória na França do mais conservador dos pré-candidatos à eleição presidencial pelo partido centrista confirma a tendência antissocialista.
A esquerda europeia, em sua maior prova de fraqueza, treme aos rugidos de Trump. Tirita diante de figura fantasmagórica que não tem estabilidade de ideias e nem coerente programa de governo. O faz por isto, precisamente: não sabe o que são ideias firmes, e desconhece lógica de governo.
Nelson Fragelli
Colaborador da Agência Boa Imprensa
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.