Alunos do Sesi criam projeto de 'cãoterapia' em Franca


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O adestrador Dino, o aluno Felipe e a cachorra Andora participam de demonstração do projeto
O adestrador Dino, o aluno Felipe e a cachorra Andora participam de demonstração do projeto
A união entre o cão e o homem foi a inspiração de alunos do Sesi de Franca para a criação de um projeto que tem beneficiado estudantes que sofrem problemas de adaptação no ambiente escolar. A cãoterapia, nome com que foi batizada a iniciativa, surgiu após uma ampla pesquisa realizada pelos estudantes que participavam de um concurso de robótica promovido pelo próprio Sesi. A partir do tema Interação homem animal, os estudantes, que cursam o 8º e o 9º ano na escola, decidiram realizar uma ação que poderia beneficiar também outros alunos. 
 
Com a ajuda do adestrador Dino Thomaz e sua cachorra Andora, que exercem trabalho voluntário no projeto, o grupo, que é formado por seis alunos, um instrutor de informática e a professora Eliana Tasso, escolheu um aluno com THDA (Transtorno de Hiperatividade e Déficit de Atenção) para trabalhar os benefícios da terapia.
 
Desde outubro, semanalmente, o aluno realizava sessões com o grupo, a cadela e o adestrador. Aos poucos, com a ajuda do animal, ele foi se abrindo e melhorou aspectos como autoestima, confiança, além da convivência com os outros estudantes. 
 
Outro aluno a ser beneficiado com a terapia foi Felipe Santos Serafim. Com apenas 8 anos, o menino sofreu um acidente em julho deste ano e, após cair em uma piscina e bater a coluna na borda, teve uma contusão lombar. Com períodos de melhoras e piora, a criança acabou terminando em uma cadeira de rodas sem conseguir movimentar as pernas. Afastado da escola por tempo indeterminado, Felipe acabou se retraindo e, com a autoestima baixa, ansiedade e episódios depressivos, precisou começar a utilização de antidepressivos.
 
Com o pedido do irmão, que integra o grupo que criou a iniciativa, o menino passou a realizar as sessões com o animal e, desde então, já conseguiu retornar às aulas e apresenta sensibilidade nas pernas.
 
“Esse projeto está sendo muito bom para meu filho e para toda a família. Espero que sirva de exemplo de como atitudes como essas podem mudar a vida de pessoas para melhor. Tenho fé que logo ele voltará a andar como antes, pois já consegue realizar alguns movimentos e a terapia com o cão tem ajudado bastante”, disse a mãe do garoto, Cirlei Serafim.
 
“O animal desenvolve um laço de carinho com os alunos. É emocionante acompanhar a evolução de cada um deles. A diferença dos dois desde que começaram até hoje é nítida e demonstra como realmente esse tipo de terapia contribui para cada um deles, favorecendo a interação social, paciência, união e o afeto”, disse Eliana. 
 
O objetivo é que o projeto, que foi amplamente abraçado pela diretoria do Sesi Franca, continue em 2017 e beneficie ainda mais alunos. 

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