Vitória-régia foi o nome dado à planta por um botânico inglês que quis homenagear sua rainha, Vitória, soberana que reinou por longo tempo na Inglaterra, no século XIX. Os povos indígenas da Amazônia chamavam à flor pelos nomes de Uapé, Iapucacaa, Aguapé-assú, Jaçanã, Nampé, Irupé.
Sua beleza e perfume sempre foram destacados por nativos e estrangeiros. As flores desabrocham nos meses de janeiro e fevereiro e duram apenas 48 horas. Abrem-se à noite e apresentam cores brancas no primeiro dia e rosadas no segundo, com várias camadas de pétalas.
As enormes folhas circulares podem alcançar até 2,5 metros de diâmetro. Lembram gigantescas pizzas verdes, cujas bordas medem até 10 cm e exibem um lado interior espinhento e avermelhado. Possuem surpreendente capacidade de flutuação: a superfície delas exibe uma intrincada rede de canais para o escoamento da água, o que também auxilia na sua capacidade de flutuar, até mesmo debaixo de chuvas fortes. E apesar de não serem vistos, compridos filamentos verticais, parecidos a raízes, estão por baixo das folhas, alimentando-as e mantendo-as à superfície.
Em torno desta flor aquática os índios criaram muitas histórias.
Nota da Editora. Por erro na importação de arquivo, o poema publicado nesta página no último domingo, sob título Vitórias, régias, não era destinado ao Clubinho. Pedimos desculpas aos leitores.
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