O umbigo não tem função; ele é apenas um sinal. Do quê? Vamos explicar. Durante a gestação, na barriga de sua mamãe, o bebê é envolvido por um órgão chamado placenta. A placenta fica grudada ao útero da mãe, que é por assim dizer a casa onde o corpo do bebê vai sendo construído ao longo dos nove meses. Um cordão liga o feto (bebê em desenvolvimento) à placenta. Ele é chamado cordão umbilical.
Dentro do cordão há duas artérias e uma veia. A veia leva ao bebê o sangue oxigenado e carregado de nutrientes da mãe, para que ele cresça. As artérias levam o sangue do bebê de volta para a placenta.
No dia do nascimento, o cordão umbilical é cortado. O médico corta o cordão, deixando um pedacinho de 5 centímetros. Para evitar sangramento, é colocado um grampo cirúrgico. O bebê não sente nada.
Esse “coto”, pedacinho do cordão, fica na parte externa da barriga do bebê por um período que varia de 7 a 10 dias. Como não circula sangue por ali, aos poucos o coto vai secar, desprender-se do corpo e cair. É um pedaço escuro de matéria seca. Alguns pais enterram este pedacinho no quintal da casa onde a criança mora, para lembrar seu vínculo com o lugar. Outros guardam numa caixinha, como “lembrança”. Mas a maioria o descarta, joga fora. No lugar resta uma cicatriz. É o umbigo!
Existe uma expressão na língua portuguesa, e em outros idiomas também, que usa a palavra “umbigo” para se referir às pessoas egoístas, que só pensam em si. A frase é: “Fulano é narcisista, ele só olha para seu umbigo.” E narcisista, sabe de onde vem? Da palavra Narciso. Na capa deste caderno estamos explicando quem foi Narciso. Se ainda não leu, volte lá para conhecer a figura.
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