Governo paraguaio oferece vantagens para calçadistas


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Representantes do governo do Paraguai se reuniram com o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão, nessa quinta
Representantes do governo do Paraguai se reuniram com o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão, nessa quinta
De olho no potencial de geração de empregos das indústrias calçadistas, o governo do Paraguai criou um plano de incentivos a empresários brasileiros que queiram montar indústrias naquele país. As vantagens são atrativas e prometem uma redução nos custos de produção que pode chegar a 40%. Segundo dados do governo paraguaio, 200 empresas de pequeno e médio porte já se instalaram no país.
 
O diretor de promoção de investimentos da Rede de Investimentos e Exportações do Paraguai (Rediex), ligada ao Ministério da Indústria e Comércio, Carlos Paredes, passou a manhã desta quinta-feira reunido com o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, para apresentar o plano. 
 
O encontro durou mais de duas horas. Brigagão saiu animado. “O Paraguai nos últimos anos se modernizou. Está com uma política industrial extremamente agressiva e atraente. As vantagens oferecidas são grandes, bem diferente do que acontece aqui no Brasil”.
 
Entre os incentivos, estão: valor da tarifa de energia elétrica 80% menor que a do Brasil, imposto zero para a importação de maquinário e matéria-prima do Brasil para o Paraguai, sistema de tributação simplificado, taxa de exportação de 1% para os países do Mercosul e zero para a União Europeia, EUA e Arábia Saudita, treinamento e capacitação de mão-de-obra gratuitos e ainda a cessão do imóvel para instalação da unidade por cinco anos sem taxas. “Com tantas vantagens, a redução dos custos de produção pode chegar a 40%. É muita coisa”, disse Brigagão. 
 
O empresário Ricardo Lima, que acompanhou Paredes na visita, foi um dos primeiros brasileiros a aderir ao plano paraguaio. Há dois anos, transferiu sua fábrica em Novo Hamburgo para o Paraguai e não se arrepende. “No Brasil, estava produzindo 500 pares dias e não via condições para crescer. No Paraguai, já empregamos 320 pessoas e temos uma produção de 3 mil pares, toda já comercializada”, contou. Ele disse que outra vantagem é a legislação trabalhista paraguaia, muito mais flexível que a brasileira, avaliou. 
 
Brigagão disse que agora deve se reunir com a diretoria do Sindicato para avaliar todo o plano. “Se acharmos que é viável, faremos a divulgação aos empresários.” O presidente do Sindifranca não descartou a possibilidade de organizar uma missão francana para ir ao Paraguai conhecer mais de perto as condições oferecidas.
 

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