Itaú e BankBoston são alvos da 8ª fase da Zelotes


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 Itaú Unibanco
Itaú Unibanco
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta (1º) a 8ª fase da Operação Zelotes, batizada de caso Boston. As instituições financeiras alvos desta fase são Itaú Unibanco e BankBoston.
 
Estão sendo cumpridos 34 mandados, sendo 13 de condução coercitiva e 21 de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro.
 
Segundo nota enviada pela PF, esta fase "aponta a existência, entre os anos de 2006 e 2015, de conluio entre um conselheiro do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) e uma instituição financeira. O esquema criminoso envolvia escritórios de advocacia e empresas de consultoria".
 
Os investigadores identificaram sucesso na manipulação de processos administrativos fiscais em ao menos três ocasiões, diz a nota.
 
OUTRO LADO
Em nota, o Itaú Unibanco confirma que as instalações do banco foram revistadas pela PF. "O objeto da operação foi a busca de documentos relativos a processos tributários do BankBoston", segundo o Itaú.
 
O comunicado diz que o acordo de compra das operações do BankBoston no Brasil não "abrangeu a transferência, para o Itaú, dos processos tributários do BankBoston".
 
"Esses processos continuaram de inteira responsabilidade do Bank of America. O Bank of America é, assim, o único responsável pela condução desses processos. O Itaú não tem qualquer ingerência em tal condução, inclusive no que se refere a eventual contratação de escritórios ou consultores", diz o banco em comunicado.
 
OPERAÇÃO ZELOTES
 
A Operação Zelotes investiga supostas organizações criminosas que atuavam na manipulação de processos e no resultado de julgamentos no Carf, causando prejuízo aos cofres públicos com a manipulação de julgamentos no órgão que é responsável por julgar recursos contra decisões da Receita Federal.
 
A primeira fase foi deflagrada em março de 2015.
 
Posteriormente, a operação também passou a investigar suposto pagamento de propina para a edição de medidas provisórias.
 
A operação já levou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, a virar réu em uma ação que tramita na Justiça Federal do Distrito Federal.

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