O Brasil acordou nesta terça, dia 29 de novembro, sob o impacto da notícia do maior acidente aéreo envolvendo nomes do esporte na história do país.
Foram confirmadas 71 mortes na queda do avião, incluindo 19 jogadores do time de futebol da Chapecoense e 20 jornalistas de TV e rádio.
Apenas seis pessoas sobreviveram ao acidente na Colômbia. No início da noite, as buscas foram encerradas.
O time viajava para Medellín para a disputa da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, equipe da cidade colombiana.
A aeronave da empresa boliviana Lamia caiu nas montanhas de La Unión, a cerca de 30 km do aeroporto de Medellín. O último sinal emitido pelo avião ocorreu à 0h55 (horário de Brasília).
Há, por ora, duas hipóteses principais para o acidente: falta de combustível e um incidente com outra aeronave.
Entre os mortos, estão o goleiro Danilo, 31, herói da campanha do time no torneio, e o técnico Caio Júnior, 51, que já havia comandado times como Flamengo e Palmeiras, no Brasil.
Ambos eram símbolos da surpreendente ascensão do time de Chapecó, cidade catarinense de apenas 200 mil habitantes. O título da Sul-Americana representaria a maior conquista dos 43 anos de história do clube.
Ao longo desta terça, mais de 500 pessoas foram à Arena Condá, estádio da Chapecoense. Muitas rezavam.
O presidente Michel Temer decretou luto oficial de três dias. A CBF adiou a última rodada do Campeonato Brasileiro e a final da Copa do Brasil.
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