Entidade que administrava creches é acusada de desvio


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Em fevereiro de 2015, creches da Adhem Pró-Vale ficaram sem aulas após protesto de professores
Em fevereiro de 2015, creches da Adhem Pró-Vale ficaram sem aulas após protesto de professores
A Adhem Pró-Vale (Associação de Desenvolvimento Humano em prol do Vale do Jequitinhonha) é acusada pela Prefeitura de Franca de desviar mais de R$ 1 milhão dos cofres públicos. Uma ação civil foi aberta para obrigar os responsáveis a ressarcir os prejuízos. 
 
Segundo a Prefeitura, em 2013, a Adhem firmou um contrato com o município para assumir a administração de duas creches: uma no Jardim Luiza e outra no City Petrópolis. Pelo serviço, a entidade receberia uma subvenção municipal para custear o atendimento oferecido a crianças de zero a seis anos.
 
No final do mesmo ano, começaram a surgir as primeiras denúncias de irregularidades. Funcionários das duas unidades procuraram a Prefeitura para informar que seus salários não estavam sendo pagos. Foi aberta então uma auditoria para verificar a prestação de contas da entidade. 
 
O trabalho levou mais de um ano. No relatório final, foram apontadas diversas irregularidades. Entre elas, não pagamento de salários mesmo com os funcionários assinando recibo, a existência de notas fiscais frias simulando gastos que na verdade não aconteceram, a contratação de parentes, além de gastos não autorizados de recursos municipais. 
 
Ao todo, os administradores da Adhem teriam desviado o equivalente a R$ 1.057.147,38 das verbas repassadas pela Prefeitura. 
 
No último mês de julho, a Prefeitura procurou a Justiça para pedir a devolução dos valores. O processo corre na Vara da Fazenda Pública. Em setembro, o juiz Aurélio Miguel Pena decretou o bloqueio dos bens de todos os envolvidos. A ação ainda não foi julgada. 
 
Nos dois telefones que constam como sendo da Adhem ninguém atendeu às ligações para comentar as acusações.

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