Juri popular de Elize Matsunaga começa nesta segunda


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O júri popular de Elize Araújo Kitano Matsunaga, 34, começa nesta segunda
O júri popular de Elize Araújo Kitano Matsunaga, 34, começa nesta segunda

O júri popular de Elize Araújo Kitano Matsunaga, 34, começa nesta segunda, às 9h30, no Fórum Criminal Mário Guimarães, na Barra Funda (zona oeste), com a disputa entre acusação e defesa para definir quanto tempo ela permanecerá na cadeia, onde já está há quatro anos.

Elize confessou ter matado e esquartejado o marido, o executivo e herdeiro da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, com que tem uma filha, em maio de 2012, no apartamento onde o casal morava, na Vila Leopoldina (zona oeste de São Paulo).

Para mantê-la mais anos na prisão, o promotor José Carlos Cosenzo vai tentar convencer os sete jurados de que Elize agiu por vingança, após, com a contratação de um detetive particular, confirmar que estava sendo traída pelo marido, e de olho na grana de Matsunaga.

Também vai acusá-la de ter atirado sem dar chance de o executivo se defender.

Por fim, o promotor tentará provar que ela decapitou o marido enquanto ele ainda estava vivo, logo após um tiro quase à queima-roupa. "Eu espero que ela seja condenada, no mínimo, a uma pena entre 23 e 25 anos. O que chama a atenção é a frieza dessa mulher", diz.

Após esquartejamento, Elize colocou as partes do corpo, que estavam em sacos de lixo, em malas e os jogou ao longo de uma estrada em Cotia (Grande SP). "Ela não se limitou a matar. Queria estraçalhar com ele", afirma.

Defesa

O advogado de Elize, Luciano Santoro, tem convicção de que ela agiu movida por forte emoção, depois de ter sido agredida pelo marido. Para ele, não faz sentido a ré ter premeditado a morte do milionário. "Não se mata a galinha dos ovos de ouro. Vivo, ele tinha dinheiro. Morto, nada", diz Santoro.

Segundo ele, a Promotoria não conseguiu comprovar as qualificadoras, os agravantes do crime, no caso, segundo o promotor, motivo torpe, sem defesa da vítima e meio cruel. Elas podem aumentar a pena. "Não há uma prova pericial que sustente a acusação", afirma o advogado.

Um homicídio qualificado, como o promotor quer, pode fazer com que Elize fique presa de 12 a 30 anos. Caso os jurados entendam que foi homicídio simples, como diz a defesa, ela poderá cumprir de 6 a 20 anos de prisão. Como já está presa há quatro anos, pode até sair da cadeira e ficar em regime aberto, por ter ter cumprido um sexto da pena.

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