A escolha do presidente que comandará a maior potência do planeta foi cercada de polêmicas. Pela quinta vez na história dos Estados Unidos, um presidente foi eleito com mais delegados, mesmo tendo menos votos.
A convite da Associação Brasileira de Consultores Políticos, tive a oportunidade de participar da eleição americana direto da capital Washington, e acompanhei de perto a votação e a apuração.
A imprensa americana era bem parcial. Uma onda de elogios à Hillary Clinton e uma enxurrada de críticas ao candidato Donald Trump. Todas as pesquisas divulgadas mostravam Hillary na frente. Trump venceu. Foi uma surpresa.
O eleitor do Trump não se declarava. Pensava como ele, mas não tinha coragem de falar. E em uma eleição extremamente suja, enxergavam apenas os defeitos dos candidatos.
Como a campanha seguiu essa linha do ‘menos pior’, a investigação do FBI contra Hillary foi fatal.
Entre duas campanhas ruins, Trump foi melhor. Detalhava o problema e apontava uma solução. Hillary era a política tradicional, com discursos genéricos que estamos cansados.
Ao final, protestos nas ruas. O americano não está satisfeito com esse sistema eleitoral. No Brasil temos um sistema mais democrático e estrategistas melhores preparados para gerenciar eleições.
Não é só o eleitor brasileiro que deixou de ser acomodado. É uma tendência mundial. E o velho politico que se modernize, porque o tradicional demagogo está condenado ao fracasso nas eleições e esquecimento na história.
Paulo Ricardo Bomfim
Consultor e estrategista político
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