Considerado um problema crônico da atual administração, o sistema de trânsito do município será reformulado e ganhará equipe própria a partir do ano que vem. A mudança será feita com o objetivo de melhorar o fluxo de veículos e reduzir o número de acidentes em Franca.
O setor de trânsito é vinculado à Secretaria de Segurança e Cidadania. É o titular da pasta, hoje, o tenente Sérgio Buranelli, quem dá a palavra final sobre intervenções a serem realizadas, como mudanças de mão de direção, instalação de semáforos, sinalização e implantação de lombofaixas.
A equipe do prefeito eleito Gilson de Souza (DEM) pretende fazer uma divisão interna para tornar o serviço mais eficaz. O trânsito permanecerá ligado à Secretaria de Segurança, mas terá vida própria, com equipe exclusiva. “O secretário não pode ser aquele cara polivalente que sabe de tudo e que faz de tudo. O setor de trânsito tem que ter prioridade e ganhará uma área específica. O responsável não vai cuidar só da plaquinha com nome de rua. Vai cuidar do todo para que possamos ter um trânsito mais ordeiro e menos violento”, disse Sebastião Manoel Ananias, futuro secretário de Finanças e responsável pela montagem da equipe do futuro governo.
Orivaldo Donzelli, chefe do departamento de Ciências Contábeis do Uni-Facef e coordenador regional de Defesa Civil, será o secretário de Segurança a partir do dia primeiro de janeiro. Junto com Ananias e Gilson de Souza, ele vai definir quem será o comandante do novo setor de trânsito. O escolhido é quem vai decidir sobre as intervenções a serem feitas nas ruas. O nome ainda está sendo avaliado. A intenção é que seja um profissional ligada à área de segurança e que tenha experiência. O “plano A” atende por major Brandão. “O trânsito é muito sério. O grande gargalo de qualquer cidade é o trânsito. Então, é preciso que a gente tenha um trato diferenciado com o setor. Estamos avaliando com calma e vamos buscar um especialista”, disse Ananias.
Uma das prioridades será realizar campanhas de orientação e prevenção de acidentes. Também haverá mais rigor na fiscalização. “A população é uma grande parceira e precisa ser chamada para colaborar e apresentar alternativas. Não adianta ter ruas bens sinalizadas se o motorista não se conscientizar da necessidade da educação de trânsito. Primeiro, pretendemos conscientizar. Numa segunda etapa, podemos partir para aquilo que chamo de ‘reprimenda’”, concluiu Sebastião Ananias.
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