'Tenho que tentar fazer a diferença', diz Corrêa Neves Jr.


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Corrêa Neves Júnior
Corrêa Neves Júnior
Na primeira vez que lançou seu nome à candidatura para vereador de Franca, o jornalista e radialista Corrêa Neves Júnior (PSD), 42, foi o segundo candidato mais votado, com 6.060 votos.
 
Diretor-executivo do GCN e com longa carreira no jornalismo impresso e, mais recentemente, no rádio, Corrêa Neves Júnior disse acreditar que todo jornalista é, em alguma medida, “um inconformado”, alguém que quer uma explicação para como as coisas acontecem. “Em boa medida, é também alguém que gostaria de ver as coisas de forma diferente. Há várias maneiras de se tentar mudar, e o jornalismo é uma delas. Mas há quem gostaria de dar um passo além. Não há mudança que não passe pela política”, disse, explicando sua motivação para o ingresso no pleito. “De tanto criticar, mostrar, ficar inconformado com o que eu vejo acontecer, acho que tenho que tentar fazer a diferença”, completou.
 
O vereador eleito afirma que a cidade que daqui a oito anos completará dois séculos de fundação poderia - e deveria - estar muito mais desenvolvida e ser mais progressista não fosse o conservadorismo vigente e a ação de pequenos e fortes grupos. “Franca é extremamente conservadora e tem dificuldade de aceitar a ascensão de novas lideranças, de novas pessoas, de novos projetos. Vejo alguns agrupamentos hiperconservadores achando que podem determinar o desenvolvimento da cidade. Isso precisa ser discutido por um grupo muito maior de pessoas, e não por meia-dúzia. Precisamos vencer esses grupos que exercem imensa influência na cidade”, disse.
 
Para ele, é este o contexto que faz com que Franca, mesmo estando próxima a um grande centro como Ribeirão Preto e ser mais antiga, tenha um desenvolvimento tão diferente e aquém. “Precisamos entender as razões históricas que levaram a isso e combatê-las. Não é um problema que se resolve em quatro anos, mas precisamos avançar.”
 
Corrêa Neves Júnior disse ainda que um de seus objetivos na Câmara será poder contribuir para o resgate do debate, que considera que esteja comprometido nos dias atuais, e atuar de maneira efetiva na fiscalização do poder executivo. “O trabalho fundamental do vereador, além de discutir questões relevantes, é fiscalizar o poder executivo. Vejo aqui em Franca sucessivas legislaturas com vereadores preocupados com homenagens, em disputar autoria de lombofaixa, de coisas que fazem parte do pequeno varejo da política. Elas também têm a sua importância, mas não são as razões de existir o Legislativo.”

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