Vitórias, régias


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Dourada aura,
Faiscante passagem,
Cai o que alto sobe
 
Disseste: “morte”
E houve morte
 
Disseste: “azul”
E o recanto se pintou
 
No trivial, elaborou regras,
Feitiços, ceticismo, pó:
Quase absoluto nas criações
 
Passos no limite dos ecos
Beleza de teus escravos
 
Por acaso não vê solidão a tua volta?
Não sente gosto ou fome de algo que não seja cera?
 
Os espantalhos impedem os pássaros
Mesmo quando não houver nenhum
 
Mas as vitórias-régias secam e correm
E o espaço ensurdece
 
Adeus à casa de biscuit perdida !
Ao universo sintético 
Em que a verdade não mora
 
As aspas se soltam num cair fatal.
 
Nada segura a tempestade.

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