Depois de ordenar a punição de Prometeu, Zeus resolveu criar com uma porção de barro uma mulher irresistível. Deu-lhe o nome de Pandora. E arranjou um jeito de colocar Pandora no caminho de Epimeteu, que era irmão de Prometeu. Muito linda, Pandora conquistou Epitemeu de cara. Tudo corria bem para o casal até que Pandora descobriu que Epitemeu guardava uma caixa especial que lhe havia sido presenteada pelos deuses. A caixa era misteriosa e bonita. Mas dentro havia muitas coisas assustadoras. Por isso, jamais deveria ser aberta. Que coisas seriam essas? Ninguém sabia, só os deuses.
Por muito tempo Pandora se conteve. Mas um dia sua curiosidade falou mais alto. E, ignorando os apelos do marido, ergueu a tampa da caixa. Estava feito o estrago. De dentro saíram as maiores desgraças do mundo: guerras, fome, doenças, pestes, loucura, morte, traição, angústia, sofrimentos de todos os tipos. Quando viu o que acontecia, Epitemeu correu e fechou a caixa. Dentro dela ficou algo que só depois ele descobriu: a esperança.
A Caixa
Muita gente, quando ouve a história de Pandora até o fim, costuma perguntar o seguinte. Se dentro da caixa só existiam males, por que estava entre eles a esperança, que é um bem e não um mal? Afinal, desde que o mundo existe, a esperança é nossa grande aliada quando lutamos para superar as dificuldades. Acontece que na Grécia Antiga, os filósofos (que buscavam antes de mais nada a verdade) diziam que a esperança era filha da mentira, já que iludia as pessoas. Uma pessoa cheia de esperança era levada a acreditar que seus problemas, por mais difíceis que fossem, seriam resolvidos. E isso nem sempre acontecia. Por isso este sentimento seria então um mal. Decorridos milhares de anos, podemos dizer que muita esperança pode ser prejudicial; mas um pouco de esperança é necessária em nossas vidas. Então, ao guardar a esperança, Epitemeu fez um grande bem aos homens.
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