Prefeitura rompe contrato e interrompe obra de creche


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Obra no Residencial Paraíso foi paralisada após rescisão do contrato por parte da Prefeitura
Obra no Residencial Paraíso foi paralisada após rescisão do contrato por parte da Prefeitura
Parte de um convênio com a Secretaria Estadual da Educação dentro do programa “Ação Educacional Estado/Município/Educação Infantil”, a construção de cinco creches-escolas, que deveriam ter sido entregues no ano passado, deve demorar ainda mais. As unidades, que ficam nos jardins Martins e Cambuí, Parque das Esmeraldas e nos residenciais São Jerônimo e Paraíso, que eram construídas pela empresa SM Engenharia, estão paralisadas. O problema ganhou um novo capítulo nesta semana, quando a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano decidiu rescindir o contrato com a construtora e interromper o andamento da obra no Residencial Paraíso. 
 
De acordo com texto publicado no Diário Oficial, a rescisão aconteceu “em razão do descumprimento das condições previstas no contrato”. 
 
Conforme o Comércio apurou, duas pessoas trabalhavam na unidade do Residencial Paraíso no momento em que funcionários da Secretaria, acompanhados do secretário Nicola Costa Rossano, chegaram e os retiraram, trancando o portão. 
 
Nas outras quatro unidades, em que as obra estão entre 15% e 55% concluídas, ninguém trabalhava na última quinta-feira. Nesses casos, os contratos também devem ser rescindidos, de acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura.
 
Segundo o engenheiro responsável pelas obras, Domingos Meneghetti, o atraso foi provocado por falta de pagamento. “Em alguns casos, o atraso chegou a 215 dias. Era impossível manter o mesmo ritmo. Na obra do Residencial Paraíso, em específico, 85% das obras estão concluídas e pedimos prorrogação de 60 dias para entregar a creche, mas a Prefeitura decidiu romper o contrato”, disse.
 
Inconformado com a decisão, o engenheiro afirmou que ingressou na Justiça para receber pelo trabalho já realizado e também para conseguir o direito de retomar as obras.
 
Em nota, a Prefeitura informou que, por diversas vezes, a fiscalização compareceu nas obras e constatou que não havia funcionários da empresa no local, caracterizando a paralisação dos serviços, mesmo a empresa sendo orientada sobre os procedimentos que deveria tomar. Com base nisso, foi instaurado processo administrativo, em razão da lentidão da obra, não restando outra alternativa, segundo a Prefeitura, senão a rescisão unilateral dos contratos administrativos.
 

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