Morreu Isabel Calandria


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Isabel Calandria terá missa por intenção de sua alma dia primeiro de dezembro, na Igreja São Judas Tadeu.
Isabel Calandria terá missa por intenção de sua alma dia primeiro de dezembro, na Igreja São Judas Tadeu.

‘Mamãe se fará lembrar, para sempre, através do amor que nos ensinou a cultivar uns pelos outros’

Morreu às 6 horas do dia 24, quinta-feira, no Hospital Regional de Franca, a senhora Isabel Palenciano Calandria, conhecida ‘dona’ Belinha, aos 77 anos. Portadora de insuficiência cardíaca diagnosticada há 20 anos, seu perfil tranquilo e comedido lhe garantiu vida feliz e equilibrada todo o tempo. Há um mês, sentindo-se cansada, foi a seu cardiologista e ele recomendou internação, concretizada no dia 22, para monitoração mais adequada. Atingida por insuficiência renal, seu organismo não suportou.

Francana, ainda muito jovem foi apresentada por uma amiga a Pedro Calandria Oliver, que residia em chácara localizada no Jardim Consolação, em Franca. Encantaram-se um pelo outro. Depois de três anos de namoro, casaram-se. Do enlace, duas filhas (Sônia, representante comercial de lingerie, casada com Jaime Fernandes de Oliveira, representante comercial do setor de couros; e Sandra, diretora do CEI, Centro de Educação Integrada da rede municipal de ensino de Franca; casada com Pablo Barros Pedigoni, professor na Escola Estadual ‘Ana Maria Junqueira’), cinco netos (Daniel, casado com Ana Paula; Rafael, casado com Elaine; Jaime Filho, João Pedro e Felipe) e uma bisneta, Isabela. Pedro, aposentado como hortifrutigranjeiro, ficou viúvo depois de 60 anos de vida em comum.

“Meus pais são pessoas simples, amorosas, caseiras e muito família. Ele, mais bravo, mamãe mais protetora, mas ambos muito mais que pai e mãe convencionais. Foram determinantes na vida da família. Quando começamos a namorar, aceitaram nossos escolhidos como filhos, e o respeito entre eles só cresceu ao longo do tempo. Quando as crianças chegaram, tornaram-se avós protetores e presentes, a nos ajudar na criação”, disse Sandra.

Devota de N.S. Aparecida, Isabel adorava a vida no lar. “Quase não teve vida social, mas por opção própria. Seu paraíso era sua casa, o marido, as filhos, os netos e a bisneta. Entretanto, amava a vida. Gostava de se vestir bem. Jamais a vimos tecer comentários depreciativos sobre ninguém. Fez amizades duradouras. Até o carteiro do bairro Consolação, que lá atua há 19 anos, foi ao velório de mamãe, ocorrido no São Vicente de Paulo, sentido por não poder mais vê-la”, disse, emocionada, a filha.

No dia 25, data do sepultamento no Cemitério da Saudade, a família se abraçou e um dos netos, saudoso, se lembrou dos dotes da vovó na cozinha. “Mamãe, como é que a gente vai fazer sem os bifinhos da vovó Bel?”, perguntou ele, carinhoso. “Mamãe se fará lembrar, para sempre, através do amor que nos ensinou a cultivar uns pelos outros. Entendo que é esse seu principal legado, sem esquecer de suas lições de honestidade, palavras e atitudes comedidas e capazes de nos fazer crescer”, concluiu a filha.

Missa de Sétimo Dia por intenção de sua alma será celebrada dia primeiro de dezembro, na Paróquia de São Judas Tadeu, 19 horas. Serviços para velório e sepultamento foram da Funerária Nova Franca.

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