‘Mamãe se fará lembrar, para sempre, através do amor que nos ensinou a cultivar uns pelos outros’
Morreu às 6 horas do dia 24, quinta-feira, no Hospital Regional de Franca, a senhora Isabel Palenciano Calandria, conhecida ‘dona’ Belinha, aos 77 anos. Portadora de insuficiência cardíaca diagnosticada há 20 anos, seu perfil tranquilo e comedido lhe garantiu vida feliz e equilibrada todo o tempo. Há um mês, sentindo-se cansada, foi a seu cardiologista e ele recomendou internação, concretizada no dia 22, para monitoração mais adequada. Atingida por insuficiência renal, seu organismo não suportou.
Francana, ainda muito jovem foi apresentada por uma amiga a Pedro Calandria Oliver, que residia em chácara localizada no Jardim Consolação, em Franca. Encantaram-se um pelo outro. Depois de três anos de namoro, casaram-se. Do enlace, duas filhas (Sônia, representante comercial de lingerie, casada com Jaime Fernandes de Oliveira, representante comercial do setor de couros; e Sandra, diretora do CEI, Centro de Educação Integrada da rede municipal de ensino de Franca; casada com Pablo Barros Pedigoni, professor na Escola Estadual ‘Ana Maria Junqueira’), cinco netos (Daniel, casado com Ana Paula; Rafael, casado com Elaine; Jaime Filho, João Pedro e Felipe) e uma bisneta, Isabela. Pedro, aposentado como hortifrutigranjeiro, ficou viúvo depois de 60 anos de vida em comum.
“Meus pais são pessoas simples, amorosas, caseiras e muito família. Ele, mais bravo, mamãe mais protetora, mas ambos muito mais que pai e mãe convencionais. Foram determinantes na vida da família. Quando começamos a namorar, aceitaram nossos escolhidos como filhos, e o respeito entre eles só cresceu ao longo do tempo. Quando as crianças chegaram, tornaram-se avós protetores e presentes, a nos ajudar na criação”, disse Sandra.
Devota de N.S. Aparecida, Isabel adorava a vida no lar. “Quase não teve vida social, mas por opção própria. Seu paraíso era sua casa, o marido, as filhos, os netos e a bisneta. Entretanto, amava a vida. Gostava de se vestir bem. Jamais a vimos tecer comentários depreciativos sobre ninguém. Fez amizades duradouras. Até o carteiro do bairro Consolação, que lá atua há 19 anos, foi ao velório de mamãe, ocorrido no São Vicente de Paulo, sentido por não poder mais vê-la”, disse, emocionada, a filha.
No dia 25, data do sepultamento no Cemitério da Saudade, a família se abraçou e um dos netos, saudoso, se lembrou dos dotes da vovó na cozinha. “Mamãe, como é que a gente vai fazer sem os bifinhos da vovó Bel?”, perguntou ele, carinhoso. “Mamãe se fará lembrar, para sempre, através do amor que nos ensinou a cultivar uns pelos outros. Entendo que é esse seu principal legado, sem esquecer de suas lições de honestidade, palavras e atitudes comedidas e capazes de nos fazer crescer”, concluiu a filha.
Missa de Sétimo Dia por intenção de sua alma será celebrada dia primeiro de dezembro, na Paróquia de São Judas Tadeu, 19 horas. Serviços para velório e sepultamento foram da Funerária Nova Franca.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.