Recessão ajudou a fazer trabalho infantil encolher quase 20%


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A maior parte das crianças e jovens que trabalham são homens (65,5%) e um em cada cinco trabalha sem ter uma remuneração
A maior parte das crianças e jovens que trabalham são homens (65,5%) e um em cada cinco trabalha sem ter uma remuneração
A crise que abateu o emprego em 2015 reduziu também o trabalho infantil. Entre 2014 e 2015, o número de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos encolheu 19,8%. Ou seja, 659 mil crianças deixaram de trabalhar, informou nesta sexta (25) o IBGE.
 
Destes, 518 mil eram adolescentes de 14 a 17 anos. Este é o segmento que mais trabalha no grupo etário.
 
A maior parte das crianças e jovens que trabalham são homens (65,5%) e um em cada cinco trabalha sem ter uma remuneração. Ou seja, ajudam a complementar renda de um adulto.
 
Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), com os dados socioeconômicos do país investigados no ano passado.
 
Embora seja uma boa notícia, a redução do trabalho infantil está associada à recessão da economia, segundo os técnicos do IBGE.
 
Em toda a população, o número de trabalhadores ocupados caiu 3,9%, o que aumenta a disputa pelas vagas que resistiram.
 
O percentual de jovens com idade entre 15 e 17 anos que informaram estar procurando emprego sem sucesso (desempregados) subiu de 25,7% em 2014 para 32,5% em 2015.

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