Black Friday ou Black Fraude? Cuidado com as armadilhas!


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Trazida dos Estados Unidos, onde se tornou uma tradição do comércio de lá, a promoção Black Friday domina esta sexta-feira. Em tese, lojas físicas e online oferecem descontos de até 60% em seus produtos. Porém, os órgãos de defesa do consumidor vêm alertando que, neste ano, a atenção deve ser redobrada. A avaliação é que, com a dificuldade de vendas enfrentada pelos varejistas, houve uma avalanche de promoções que começaram já no mês passado, tornando mais frágeis as referências de preço dos produtos e abrindo espaço para maquiagem. Nas primeiras edições, alguns anos atrás, descobriu-se que muitas lojas elevavam os seus preços dias antes da megaliquidação para depois apresentar o desconto. No final, muitas vezes o consumidor pagava mais caro. Neste ano, sites e organismos dedicados à proteção do consumidor prometem ficar de olho nas fraudes e acompanhar este tipo de movimentação. 
 
Na terça-feira, o site ReclameAqui já detectou alguns produtos que tiveram uma majoração de preços significativa antes da liquidação. Na Black Friday do ano passado, essa prática, que consiste em aumentar para depois dar desconto, representou 30% das queixas recebidas pela Fundação Procon de São Paulo. Esse índice de maquiagem de preço foi muito alto no começo, quando a megaliquidação chegou a ser apelidada de “Black Fraude”. A prática da maquiagem de preço veio perdendo força ano a ano, mas agora, na sétima edição do evento, pode voltar a crescer. A publicidade enganosa de produtos que, na prática, não estão em promoção é o principal cuidado a ser tomado.
 
A principal saída para evitar esse problema, segundo os órgãos de defesa do consumidor, é mesmo pesquisar preços. A recomendação ao consumidor é que ele próprio faça a sua pesquisa nas lojas físicas, nos sites das lojas virtuais ou em sites especializados em busca de preços. Desde setembro, uma equipe de fiscais do Procon-SP já monitora uma lista de produtos, entre eletroeletrônicos, celulares e eletrodomésticos, nos sites das lojas virtuais dos principais varejistas para detectar falsas promoções. Desde ontem os fiscais do órgão percorrem lojas de rua, shoppings, supermercados e hipermercados para detectar as fraudes. Outro aviso: cuidado com o frete cobrado pela loja online, já que no ano passado muitas dobravam o preço do produto na finalização da compra. O consumidor precisa se preocupar com sites falsos. É necessário que nunca se entre no site da loja por meio do link enviado por e-mail da promoção. A recomendação é verificar se a loja está na lista de não recomendadas no site do Procon-SP e se tem o selo de boa reputação dado pela Câmara de Comércio Eletrônico e pelo site ReclameAqui. Com estas recomendações será possível ao consumidor evitar ser enganado.
 
 
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