O ex-tenista Gustavo Kuerten, 40, perdeu na manhã desta quarta (23) recurso que havia impetrado no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) em processo no qual é acusado de ter recebido valores referentes a contratos de direito de imagem por meio de uma empresa, e não como pessoa física.
Há uma diferença na questão das alíquotas que incidem nos dois casos. Guga classificou a decisão como "lamentável" e "incoerente".
Com isso, esgotam-se as possibilidades de recurso na esfera administrativa e ele pode ser obrigado a pagar cerca de R$ 7 milhões em multa. O catarinense ainda pode recorrer à Justiça –a decisão foi tomada pela instância máxima do Carf, a Câmara Superior.
Na ação, a Receita Federal questiona o pagamento de imposto de renda sobre rendimentos com patrocínios e torneios de 1999 a 2002 por meio da empresa Guga Kuerten Participações.
A Receita entende que o rendimento é do próprio Guga e, sendo assim, deveria ser tributado como pessoa física.
OUTRO LADO
Em nota, Guga disse que a decisão é "lamentável" e "incoerente" e que, se tivesse intenção de sonegar impostos, teria ido morar fora do país.
"Se eu quisesse utilizar a pessoa jurídica para ter beneficio fiscal, seria muito mais fácil ter ido morar fora do Brasil, fixado residência em um país com isenção fiscal e me livrado de pagar qualquer imposto. Até porque eu passava muito mais tempo no exterior. Mas, para mim, sempre fez mais sentido trazer esse dinheiro e investir no meu país", disse.
Ele também disse que, para se dedicar ao tênis, precisava contar com uma equipe própria que lhe desse respaldo e tranquilidade e, para isso, abriu a empresa.
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