O dicionário Aurélio define ansiedade como ‘substantivo feminino. Estado afetivo em que há sentimento de insegurança’. Infelizmente, em tempos globalizados, o uso acentuado da tecnologia permite que conhecimento sobre fatos nem sempre agradáveis cheguem a todos, em tempo real, e proporciona que aquele ‘estado afetivo’ seja elevado à condição de doença escancarada a pânico e depressão.
Acomete a muitos, de todas as classes sociais. Para por fim nela, consome-se medicamentos ansiolíticos, os conhecidos ‘tarja preta’, substâncias que podem gerar dependência, especialmente quando se toma sem controle ou indicação médica. Um especialista descreveu para mim, com riqueza de detalhes, o perfil da pessoa ansiosa.
Trata-se de alguém extremamente competitivo, que possui grande compromisso com o êxito, não aceita seus próprios erros e, porisso mesmo, não consegue conviver com perdas e frustrações naturais da vida. Vive atormentado com preocupações por fatos e tragédias improváveis. Meu falecido avô dizia que a pessoa deve estar sempre ocupada, pois preocupações inúteis consomem as nossas energias.
Outra característica do ansioso é a de tentar fazer, no menor tempo, a maior quantidade de tarefas. Vive atormentado. Termina seu dia extenuado e com baixa produtividade e eficiência. Se você se enquadra em alguma dessas características, trabalhe internamente uma mudança de hábito para viver de forma mais saudável e prazerosa.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial, professor da Faculdade de Direito de Franca
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