Excesso de sorte


| Tempo de leitura: 2 min
Adérmis Marini (PSDB) jamais ganhou na Mega Sena, mas pode se considerar um ganhador. O cara é sortudo demais, ou ‘muito largo’. Caso as previsões se confirmem e ele se torne deputado federal, inscreverá proeza rara na história política da cidade. 
 
Em seu primeiro mandado como vereador, disputou eleições a deputado em 2014 e obteve 25.389 votos. O desempenho foi bom para um estreante, mas o deixou muito longe da Câmara Federal: ficou apenas na oitava suplência da coligação. O último tucano a ser eleito foi Floriano Pesaro, com 114 mil votos. Mendes Thame, com 106,6 mil votos ficou fora. 
 
No entanto, nos últimos dois anos os ventos sopraram a favor dele, e a fila andou rápido. Alckmin chamou deputados para o governo. O processo de impeachment de Dilma Rousseff expulsou o PT do poder. Michel Temer assumiu a presidência e levou deputados aliados para compor sua equipe. Adérmis pulou para quarto suplente.
 
O empurrão que faltava veio nas eleições de outubro. Dois deputados foram eleitos prefeitos e abriram duas vagas. Soninha Francini, a suplente que seguia à frente de Adérmis, assumirá secretaria em São Paulo. Faltava apenas um deputado sair para ele ser chamado. Roberto Freire virou ministro de Temer e o vereador deve ser convocado em janeiro. Só precisa torcer para nenhum deputado titular que está afastado retornar. Se acontecer, o primeiro a rodar será ele.
 
ETERNOS SUPLENTES: Em 2010, Graciela Ambrósio recebeu 62.225 votos e foi terceira mais votada do PP,  que conquistou só duas vagas. Ficou na primeira suplência. Quatro anos depois, nunca assumiu como deputada. Em 2014, Ubiali teve 77,9 mil votos e chegou na quinta colocação entre os candidatos do PSB, que conseguiu quatro vagas. Ele, hoje, é o primeiro suplente e segue sem perspectivas de ser chamado.
 
SUCESSÃO NA CÂMARA: Nirley de Souza e Marco Garcia vão disputar a presidência da Câmara em 1º de janeiro. Vereadores que prometeram voto a Marco, mudaram de lado. Fosse hoje, Nirley seria eleito.
 
RUMO A BRASÍLIA: André Jorge não pediu recondução e se desligou ontem do TRE, onde era juiz desde 2014. Eleito vice-presidente do Colégio de Juristas dos Tribunais Regionais Eleitorais , foi requisitado para atuar na Comissão da Reforma Política da Câmara Federal.
 
 
Edson Arantes
jornalista
edson@comerciodafranca.com.br 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários