Atrasos e má forma selaram o afastamento de Willians


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 Willians
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A decisão de afastar Willians dos últimos três jogos da temporada do Corinthians não foi baseada apenas na discussão com torcedores na porta do CT Joaquim Grava, no sábado passado. Na verdade, o volante tinha um dos piores conceitos entre os atletas do elenco em 2016, apesar de salário considerado bastante elevado pela realidade do clube.
 
"O bate boca teve 10% de peso na decisão", resumiu o diretor de futebol Flávio Adauto.
 
Em contatos no início do ano, a comissão técnica de Tite já havia sido alertada pelo histórico recente ruim de Willians no Cruzeiro. Naquela ocasião, Mano Menezes, treinador cruzeirense em 2015, e Geraldo Delamore, auxiliar, tinham sido contatados para buscar referências do atleta. Visto por Tite como substituto ideal para a perda de Ralf, ele acabou adquirido por um ano.
 
Em salários, o investimento para contar com Willians foi de aproximadamente R$ 5 milhões no ano, mas não se justificou. No aspecto disciplinar, as reclamações internas quanto ao volante são de atrasos frequentes para atividades e de uma rotina inadequada para atletas profissionais. O vigor físico, em outros momentos, foi a marca registrada do atleta por Flamengo, Cruzeiro e Internacional. No Parque São Jorge, ele chegou a ser baixa em treinamento.
 
À reportagem, dois companheiros de Willians também citaram que o jogador também não era aberto a opiniões de terceiros. Eventualmente, reclamava de conselhos recebidos. Mesmo assim, o elenco do Corinthians deu demonstração pública de apoio após vaias da torcida em partida pelas quartas de final da Copa do Brasil, diante do Cruzeiro. Um de seus principais amigos no grupo era o experiente Cristian.

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