Polícia ouve funcionárias da Santa Casa no caso de morta por cobra


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Maria José, de 69 anos, foi picada por uma jararaca
Maria José, de 69 anos, foi picada por uma jararaca

O caso da advogada que fez “via sacra” em hospitais de Franca e acabou morrendo picada por cobra, ganhou nova versão.

A Polícia Civil ouviu os depoimentos da enfermeira e da recepcionista da Santa Casa de Franca, que fizeram o primeiro contato com Maria José Alves de Almeida.

O advogado das funcionárias disse que o atendimento foi negado porque no local não havia leitos disponíveis.

Na versão apresentada pelo juiz aposentado, Nilton Messias de Almeida, marido da vítima, Maria José não foi atendida por ter plano de saúde.

O delegado Luiz Carlos da Silva comanda o caso. Segundo ele, se ficar comprovada a omissão de socorro da Santa Casa à paciente, os responsáveis deverão responder por homicídio.

O caso

Maria José, de 69 anos, foi picada por uma jararaca na fazenda da família, em Patrocínio Paulista, na noite do dia 28 de outubro.

O marido levou a mulher até a Santa Casa para que recebesse aplicação do soro antiofídico. No local, o aposentado teria ouvido da enfermeira que a advogada não poderia ser atendida pela instituição por possuir convênio médico particular.

Em seguida, Almeida foi para o Hospital do Coração, onde Maria José também não foi atendida por falta do soro antiofídico.

Na terceira tentativa, o casal foi ao Pronto-Socorro "Doutor Álvaro Azzuz", de onde foi encaminhados novamente para a Santa Casa.

O soro foi aplicado três horas depois do incidente. Em coma, Maria José foi transferida para o Hospital Regional, mas não resistiu e morreu. 

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