Equidade de gênero


| Tempo de leitura: 1 min
O Fórum Econômico Mundial divulgou pesquisa anual mostrando que, no ritmo atual, o Brasil atingirá plena igualdade entre mulheres e homens só em 95 anos. Em Curitiba, discutimos o assunto no Comitê de Mulheres Executivas da Am-Cham (Câmara Americana de Comércio) — grupo que reúne, mensalmente, empresárias e empresários para debater equidade de gênero. Falamos sobre um dos freios relevantes à representatividade feminina na vida corporativa, principalmente em cargos de liderança: a responsabilidade de cuidar da família, ainda a nós fortemente atribuída. 
 
Para romper crenças sobre a fraca posição dos homens quanto a comprometimento com trabalho doméstico, convidamos casais que vivem naturalmente essa partilha, para falar sobre deleites e dificuldades de suas experiências. 
 
Ficou clara a importância de se sentirem responsáveis pela vida da família e pela logística doméstica. Isso permite que o compartilhamento das tarefas seja feito de maneira natural e em função das habilidades de cada um, como em uma empresa. 
 
Outro ponto fundamental citado e amplamente discutido foi a importância do autoconhecimento, principalmente por parte das mulheres. Só assim ela pode calcar suas escolhas em bases internas sólidas e escapar da pressão externa fundamentada em modelos que não correspondem aos seus anseios. Modelos que as fazem cair na pegadinha que leva àquela sensação de culpa tão conhecida de muitas mães. Muitas questões foram debatidas e entre elas destaco o fim da ilusão da ‘diva do lar’ e o surgimento, em seu lugar, de histórias de companheirismo. 
 
 
Vera Regina Meinhard
Presidente do Comitê de Mulheres Executivas da Amcham-Curitiba

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários