A Prefeitura Municipal, através da Divisão de Trânsito, nos últimos anos têm tentando encontrar fórmulas que levem à redução dos acidentes que ocorrem todos os dias. Instalação de semáforos, rotatórias e agora das chamadas ‘lombofaixas’ são três das providências que produziram poucos efeitos. Nem a redução de pontos de estacionamento nas ruas do centro. O problema maior, como se diz por aí, é a pecinha que fica atrás do volante: o motorista. E ao francano, também é voz corrente, falta principalmente consciência. E respeito, prudência e solidariedade.
As notícias diárias mostram que o número de ocorrências cresce ano a ano. Basta olhar as páginas do Comércio e do Portal GCN, além de ouvir os jornalísticos da Difusora, para se constatar que os acidentes de trânsito dominam o noticiário. Este estado de coisas não é causado, como se tenta insinuar, apenas pela qualidade de nossas ruas, pela deficiente sinalização de trânsito ou da má qualidade dos veículos. Se um levantamento mais acurado for feito, ver-se-á que a maioria dos acidentes no perímetro urbano decorre de imprudência, imperícia e desrespeito às leis. Simples assim: são mínimos os desastres onde falhas mecânicas sejam a causa principal. Passa pela conscientização e pela melhor formação do motorista francano uma queda significativa nos números apresentados até agora.
Cobra-se, de há muito, que a Educação para o Trânsito se torne parte integrante do currículo das escolas dos ensinos fundamental e médio. Embora não seja a solução, esta simples providência poderia reduzir bem os números da violência do setor. O trânsito brasileiro mata mais do que algumas doenças graves. No País, embora haja um código de leis bastante rigoroso, o motorista busca formas de burlá-lo, sendo que ficaria muito mais fácil trafegar dentro da lei. Mais fácil e mais barato.
Porém, ao mesmo tempo em que um carro se torna fonte de renda para os cofres do governo (com IPVA e licenciamento) e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) também se presta ao lucro alheio (ninguém tira a carteira sem passar por autoescolas e cursos de formação), aliando-se a taxas para a renovação do documento, não se vê uma preocupação maior para com as boas práticas do condutor no trânsito.
Antes mesmo de criar (e endurecer) a legislação pertinente que hoje existe, devem os legisladores buscar resolver a situação mais preocupante: a formação do motorista. Enquanto não se trafegar com responsabilidade, respeitando-se as normas e a lei de trânsito, continuaremos testemunhando acidentes que levam a tragédias anunciadas, em razão de como o tráfego se porta hoje. Se o motorista não se conscientizar, não vão adiantar em nada outras providências.
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