Assassinos de taxista pegam juntos 80 anos de prisão


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Policiais e perito observam o carro queimado; corpo do taxista estava a poucos metros do veículo
Policiais e perito observam o carro queimado; corpo do taxista estava a poucos metros do veículo
Os responsáveis pela morte do taxista Márcio Antônio dos Santos, de 40 anos, em fevereiro deste ano, já receberam suas sentenças. Juntos, Edson Donizete da Silva, 40, Patrick Inri de Morais Rodrigues, 20, e Ricardo da Silva Carneiro, 36, foram condenados a 80 anos de detenção por roubo e assassinato, além de ter incendiado o veículo da vítima, em uma propriedade rural da rodovia Rionegro e Solimões.
 
Edson, apontado como o mandante, foi quem recebeu a maior condenação: 31 anos, 10 meses e 22 dias de detenção. Patrick, que confessou ter atirado no taxista, deverá cumprir 23 anos. Já Ricardo, responsável por participar diretamente do crime e de atear fogo no VW Voyage que Márcio usava para trabalhar, recebeu pena de 26 anos, 10 meses e 22 dias. Todos deverão cumprir suas penas em regime fechado.
 
Na sentença, a juíza da 1ª Vara Criminal, Laura Maniglia Puccinelli Diniz, destacou que não há dúvidas da autoria do trio na morte de Márcio e descaracterizou os depoimentos dados pelos acusados do latrocínio (roubo seguido de morte). “É possível afirmar, com a necessária serenidade, que as versões apresentadas são escapistas, fantasiosas e não convencem”, destacou.
 
Os condenados recorreram da sentença e tiveram o pedido negado. Desta forma, não cabe mais recurso e eles terão de cumprir suas penas.
 
O latrocínio
No dia 8 de fevereiro, Márcio foi alvejado e morto com dois tiros em um cafezal localizado na rodovia Rionegro e Solimões. Seu corpo foi encontrado ao lado do carro incendiado.
 
Dias depois, agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) chegaram até Patrick e Ricardo. Eles confessaram o crime e apontaram Edson, também taxista, como mandante, já que ele teria se desentendido com o então patrão da vítima por um acordo envolvendo justamente o carro. Márcio teria sido morto porque reagiu.
 

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