Gilson de Souza terá orçamento estimado em R$ 702 mi


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A atual secretária de Finanças, Neide Lopes, foi à Câmara ontem tirar dúvidas dos vereadores
A atual secretária de Finanças, Neide Lopes, foi à Câmara ontem tirar dúvidas dos vereadores
A Câmara aprovou em primeira discussão, ontem, o projeto do Orçamento Fiscal, que estima a receita e fixa a despesa do município para o exercício de 2017. A estimativa de arrecadação própria da Prefeitura é de R$ 702,6 milhões. Este é o montante que o prefeito eleito Gilson de Souza (DEM) terá que administrar no primeiro ano do seu governo. A previsão de valor, que já é insuficiente para atender as demandas do município, dificilmente irá se concretizar.
 
A Prefeitura estimou uma receita própria para este ano de R$ 700,6 milhões. Na melhor das hipóteses, vai arrecadar entre R$ 570 e 580 milhões. O mesmo cenário de uma queda entre 15% e 20% em relação ao valor previsto é esperado para 2017 por conta da crise econômica. 
 
A maior parte dos recursos é carimbada, ou seja, deve ser obrigatoriamente destinada para áreas específicas. A pasta que receberá mais recurso por parte da administração municipal será a educação, com R$ 220,4 milhões. Em seguida, vem a saúde com R$ 214 milhões. Sobrará pouco dinheiro para fazer investimentos. “É um orçamento baixo para uma cidade do porte de Franca. Temos que trabalhar seriamente acompanhando e monitorando a evolução para ver o que é necessário fazer para reduzir as despesas. Temos certeza que o próximo governo vai saber fazer isto muito bem”, disse a secretária de Finanças, Neide Lopes.
 
Ela foi ao plenário da Câmara para tirar dúvidas dos vereadores e disse que Gilson de Souza receberá a Prefeitura com a situação financeira equilibrada. “A situação está controlada. A Prefeitura está pagando todos os fornecedores, prestadores de serviço e servidores de acordo com os vencimentos. O próximo governo vai pegar de uma forma tranquila. É administrar e continuar vendo as prioridades e não descuidar”, disse ela.
 
Ainda na sessão de ontem, a Câmara aprovou projeto de emenda à Lei Orgânica do Município, o qual visa se adequar ao novo Regimento Interno. A proposta estabelece que o vereador que assumir cargo de secretário municipal, de direção em empresas públicas, autarquias e fundações ou cargo eletivo em outra esfera de governo estará automaticamente licenciado, não perdendo seu mandato. Apesar de não ser necessário, o projeto deixa Adérmis Marini tranquilo para eventualmente assumir como deputado federal sem correr risco de perder sua cadeira na Câmara.
 
 

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