As investigações a respeito de uma denúncia de abuso sexual dentro de uma creche na Zona Oeste da cidade devem se intensificar nesta semana. A delegada da Mulher, Graciela Ambrósio David, deve pedir uma perícia no local e ainda convocar novas testemunhas para depor.
O caso veio à tona na semana passada quando a avó de uma menina de três anos, aluna na creche, procurou a polícia para denunciar o suposto abuso. Segundo o depoimento da criança, ela teria sido abusada por uma professora há cerca de três meses. Na ocasião, a professora teria acariciado seus órgãos genitais e ainda introduzido o que ela chamou de “brinquedinho” em seu ânus.
A avó só teria tomado conhecimento depois que a menina contou o que houve a uma tia. Preocupada, a avó decidiu procurar a polícia. No depoimento, a menina contou que, além dela, outros dois alunos, também de três anos, seriam vítimas da professora.
Na semana passada, os três foram ouvidos na delegacia com a ajuda da psicóloga. Mas apenas a menina deu maiores detalhes sobre os abusos. Durante a semana, também prestaram depoimento a mãe de um dos meninos e a avó que denunciou o caso. Segundo as duas, as crianças teriam identificado como autora dos abusos uma professora que trabalhou na creche por apenas oito dias. “Ela veio depois que demitiram a professora há uns meses atrás. Ficou pouco tempo e fez isso com meu filho. Eu estou desesperada. Não durmo há cinco dias. Só choro. Quero que ela seja presa. Quero justiça”, disse a mãe de um dos garotos.
A diretora da creche também foi ouvida. Ela disse que acredita que os abusos não tenham ocorrido dentro da unidade, já que lá funcionam apenas quatro salas, cada uma com uma professora e oito alunos. Além disso, ainda existem duas professoras auxiliares que se revezam entre as turmas. A diretora também informou que a professora apontada como autora dos abusos não estaria na unidade há três meses. Ela teria sido contratada recentemente e sido despedida há cerca de duas semanas.
A delegada Graciela disse que o caso é muito delicado por envolver crianças com apenas três anos. “Temos que ter muita cautela. O depoimento de uma das vítimas é muito conduntende, mas as outras duas crianças não contam detalhes e falam muito pouco sobre a professora. Por conta disso, precisamos colher mais detalhes e provas do que teria acontecido”.
Ela pretende continuar ouvindo funcionários da creche e mães de outros alunos que também ficariam na mesma sala que as vítimas.
Outra medida será a requisição de uma perícia no local. “A intenção é ver se há a possibilidade de, dentro do espaço em que a creche funciona, a professora ter praticado os abusos sem que alguém notasse. Também queremos saber onde exatamente tudo teria ocorrido e quem estava trabalhando naquela data”.
A delegada disse que só então com todos os elementos em mãos é que deverá convocar a professora acusada para depor, o que deve acontecer na próxima semana. Graciela tem até o início de dezembro para concluir o inquérito.
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