Há algum tempo foi criado no Brasil um ministério para acabar ou diminuir com a burocracia, mas durou pouco e logo foi extinto. Também não havia necessidade de um ministério para tal, mas a intenção era fazer as coisas andarem com mais rapidez e usar o chamado jogo de cintura quando necessário. Essa mesma burocracia agora vem arranhando um pouco a imagem de atendimento oferecido pela Santa Casa de Franca, essa instituição centenária que presta inestimáveis serviços a quem não dispõe de um plano de saúde. Mas a burocracia contida no seu regimento interno, não permite, por exemplo, que uma pessoa estando por lá, em visita a alguém, sentindo-se mal não possa ser atendido de imediato, mas é orientado a ir até o pronto-socorro e, de lá, ser mandado de volta à Santa Casa, o que julgamos um absurdo. Ainda, como em outro caso, não poder socorrer alguém caído na praça em frente ao prédio, porque foge também às normas. Ainda agora, uma senhora picada por serpente, não recebeu o soro antiofídico de imediato, também por razões burocráticas, e depois de enviada de um lugar a outro, ao retornar para receber o soro já não mais adiantava e ela veio a óbito. Essa norma não devia ser tão rígida, considerando que cada caso é um caso, e assim evitaria a repetição de ocorrências lamentáveis como essas. Alguém até já disse que passando em qualquer cidade vizinha, o atendimento na Santa Casa de Franca é mais rápido e garantido. É preciso, portanto, eliminar essa e outras burocracias que atrapalham e comprometem a saúde pública na cidade.
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