Para apurar o que aconteceu horas antes da morte da advogada aposentada Maria José Alves de Almeida, de 69 anos, o delegado Luís Carlos da Silva, do 1º Distrito Policial, ouvirá, na próxima segunda-feira, testemunhas-chave para elucidar o caso. Tratam-se da enfermeira-chefe e da recepcionista da Santa Casa, que teriam feito atendimento ao marido da vítima na primeira vez que ele foi ao hospital.
De acordo com o delegado, a partir das oitivas com as duas mulheres, será possível chegar ao responsável pela omissão de socorro investigada e que, segundo ele, resultou na morte de Maria José. “Elas, os médicos do Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, do Hospital do Coração e do Regional, serão ouvidos nos próximos dias. Depois, quem prestará depoimento será o médico Henrique Pedigoni, apontado como aquele que negou atendimento e só aplicou o soro tardiamente”, disse Silva.
A morte
Maria José foi picada por uma jararaca em sua fazenda, na rodovia Ronan Rocha, no dia 26 de outubro. Seu marido, o juiz aposentado Nilton Messias de Almeida, levou a mulher até a Santa Casa de Franca, que seria o único local onde havia o antídoto para a mordida. Lá, teria ouvido que o remédio seria aplicado no Hospital do Coração. Seguiu para o local e também não conseguiu a aplicação, indo então para o PS Municipal. Só depois Maria José foi encaminhada para a Santa Casa e recebeu o remédio. Mas já era tarde demais. Ela foi internada no Hospital Regional, onde morreu três dias depois.
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