Depuração mais do que necessária


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Parafraseando o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que está na mira do juiz Sérgio Moro, nunca antes na história deste País houve tantas prisões de entes políticos envolvidos em casos de corrupção. Ex-ministros, ex-deputados, ex-governadores e até um senador em pleno exercício do mandato foram para a cadeia por terem participado de esquemas de desvio de dinheiro público para os próprios e espúrios bolsos. 
 
A prisão mais recente, na manhã dessa quinta-feira foi do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que teria recebido propina de construtoras em seus dois mandatos, entre 2007 e 2014. As denúncias contra ele já vinham sendo engrossadas nos últimos meses, a partir do momento em que se descobriu que Fernando Cavendish, empreiteiro responsável por várias obras naquele Estado, havia pago até um anel de brilhantes, avaliado em R$ 800 mil, com o qual o ex-governador presenteara sua mulher.
 
Figura polêmica, Sérgio Cabral foi sustentáculo dos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff, dos quais sempre posou como companheiro inseparável e defensor em todas as horas. Mas sobre sua figura pairavam dúvidas e denúncias que, até agora, não tinham sido apuradas a contento. 
 
De acordo com Ministério Público Federal, Cabral chegou a receber R$ 350 mil de “mesada” da Andrade Gutierrez e R$ 200 mil da Carioca Engenharia que, no segundo mandato, aumentou o pagamento para R$ 500 mil. Quem vê a situação das finanças no Rio de Janeiro, hoje, que está parcelando o pagamento de servidores estaduais em sete vezes, percebe que os cofres do Estado também foram atacados e desfalcados.
 
Os investigadores da Polícia Federal afirmam que chega a quase R$ 250 milhões a propina paga em apenas quatro obras investigadas - a reforma do Maracanã para a Copa de 2014, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Favelas, o Arco Metropolitano e a obra de terraplanagem do Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro). 
 
Aí se vê para onde escoa o dinheiro do contribuinte brasileiro que falta na Saúde, na Educação e para a Infraestrutura. O Brasil está precisando fazer uma completa depuração nos nossos quadros políticos e essas prisões podem balizar as decisões dos brasileiros nas próximas eleições, em 2018. Somente depois que este tipo de gente for limada dos cargos eletivos, é que o Brasil poderá voltar a crescer, oferecendo a todos nós serviços públicos de qualidade que o nosso dinheiro deveria estar patrocinando.
 
 
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