Um aluno do Curso de Formação do Corpo de Bombeiros, que morreu após um treinamento aquático, teria relatado por mensagens um receio de participar da aula.
Rodrigo Claro morreu na terça-feira, dia 15, depois de ficar por 5 dias internado. No dia da aula, que consistia em uma sessão de afogamento na Lagoa Trevisan, Rodrigo teria conversado por mensagens com a mãe. O jovem relata que estava "meio que prometido", enquanto Jane Claro diz ao filho que tudo é "somente pressão". O rapaz insiste, dizendo que a tenente que coordenava a atividade aquática estava pegando no pé dele.
“E hoje ela vai tá lá. Por isso fico com medo”, explicou Rodrigo em uma das mensagens. A troca de mensagens entre mãe e filho aconteceu antes da aula. Ao final do treinamento, Rodrigo voltou a falar com a mãe por mensagens. “Ele enviou uma mensagem assim que saiu da lagoa, dizendo que estava mal e que estava indo para a coordenação do 1º Batalhão”, lembra Jane em conversa com o site Mídia News.
A mãe de Rodrigo só soube que o jovem havia sofrido duas convulsões e foi levado a um hospital particular. O rapaz ficou internado até a terça-feira, 15, quando morreu. “Não nos deram a causa da morte. Tudo é um grande segredo. Agora temos que aguardar o laudo do Instituto Médico Legal”, afirma Jane.
Uma fonte teria revelado à publicação que a tenente citada por Rodrigo simulou o afogamento com o jovem. “Ela [que seria a tenente] subiu no ombro dele, o forçando a ficar embaixo d’água. Ele chegou a reclamar, que estava se afogando, mas só foi tirado da água quando apresentou uma exaustão. E ainda o mandaram ir embora, que era para ele sumir de lá”, afirmou a fonte.
O Corpo de Bombeiros nega a história e diz que o aluno passou mal ao fazer uma travessia a nado com os demais companheiros do curso. “Mesmo assim, o comandante-geral da instituição determinou a abertura de um procedimento administrativo para apuração dos fatos”, diz a nota.

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