A delegada Maria Gorete Rios, da Delegacia da Mulher, afirmou que, segundo o laudo da necropsia, o policial Gabriel Andrade, de 24 anos, matou a noiva Helena Pacheco, de 23 anos, e tirou a própria vida em seguida.
Os corpos do casal foram encontrados dentro do apartamento em que eles moravam, em Divinópolis, Minas Gerais, na tarde de segunda-feira, dia 14. A delegada diz que o tiro que matou Helena atingiu a parte superior do crânio da jovem e possivelmente saiu pela têmpora esquerda. Maria Gorete acrescenta que o tiro que matou Gabriel não deixa dúvidas de que foi suicídio. "A perfuração dela foi de cima para baixo e a dele na têmpora. Ou seja, ela não teria como se suicidar dessa forma. Ele a matou e depois se suicidou", concluiu a delegada.
Maria Gorete revelou ainda ao site G1 que sobre a cama havia uma mala com roupas femininas e as alianças do casal. "Tudo indica que ela estava em vias de sair do relacionamento. Ela tem parentes em outras cidades e poderia ser que tivesse voltado de viagem e estivesse sem desfazer as malas, mas acreditamos de fato que ela pretendia sair do relacionamento. O casal já tinha um histórico de brigas", falou a delegada.
Marco Antônio Noronha, delegado da divisão de Homicídios, já havia declarado que desde o início a polícia trabalhava com a hipótese de crime passional. O relato de um vizinho, afirmando ter ouvido o casal brigar momentos antes dos disparos, reforça a tese. O delegado acrescenta que familiares, amigos e vizinhos do casal serão ouvidos a respeito de possíveis desentendimentos entre Gabriel e Helena.
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