Quarta-feira, 16h35. A sessão da Câmara Municipal caminhava para o seu encerramento quando um projeto de lei apresentado em regime de urgência chegou à mesa diretora. A proposta pretendia aumentar de 15 para 23 o número de vereadores em Franca. Eram necessários dez votos favoráveis, mas os defensores da ideia conseguiram apenas oito.
A ampliação de cadeiras no plenário era defendida por oito vereadores que não conseguiram a reeleição no dia 2 de outubro e também pelos presidentes de partidos. A proposta, apresentada como sendo de autoria coletiva, vinha sendo articulada há vários dias no plenário da Câmara, mas os autores não conseguiam as dez assinaturas de apoio necessárias para que o projeto fosse levado à votação. Ontem, o número foi atingido.
O projeto foi votado sem qualquer tipo de discussão. Tão rápida quanto a apresentação, foi o sepultamento da matéria. Em um minuto, o aumento já estava rejeitado. O placar apontou oito votos favoráveis, quatro contrários e três abstenções.
Votaram contra Adérmis Marini (PSDB), Radaeli (PMDB), Donizete da Farmácia (PSDB) e Marco Garcia (PPS). Disseram sim os vereadores Cordeiro (PSB), Bahia (PTN), Laercinho (PMDB), Vergara (PSB), Márcio do Flórida (PDT), Pastor Otávio (PTB), Valéria Marson (PSD) e Zezinho Cabeleireiro (PP). Mesmo estando no plenário, Claudinei da Rocha (PSB), Marcelo Valim (PSD) e Nirley de Souza (PP) não votaram.
A proposta, se aprovada, poderia criar discussões na Justiça. Enquanto os defensores da matéria diziam que valeria apenas para a legislatura de 2021, o texto do projeto afirmava que a emenda entraria em vigor na data de sua publicação, podendo ter reflexos já no próximo mandato.
“Sempre me posicionei contra por achar que já temos número suficiente para representação da comunidade. Ampliar o número não vai aumentar a eficiência. Seria bom apenas para os partidos, não para o cidadão”, disse Radaeli.
“O projeto visava regularizar uma situação prevista pela Constituição. É pacífico nos tribunais que Franca tem que ter de 21 a 23 vereadores. Sei que o projeto é impopular, mas é uma realidade. No meu entender, aumenta a representatividade da Câmara”, defendeu Márcio do Flórida.
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