Morreu Nízia Aparecida Leandro Torres


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 Nízia Torres foi sepultada dia 15, no Cemitério da Saudade
Nízia Torres foi sepultada dia 15, no Cemitério da Saudade

 ‘Até o tempo que permaneceu acamada serviu para fortalecer a união da família. Deixa muita saudade’

Morreu às 10h55 do dia 14, no Centro de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Nízia Aparecida Leandro Torres, aos 66 anos. Há quatro anos e seis meses, vitimada por AVC isquêmico, perdeu os movimentos de um dos lados do corpo e deixou de exercitar a fala, permanecendo acamada. “Foi tempo de muita luta. Mamãe revelou, mais uma vez, sua capacidade de adaptar-se a dificuldades, marca de sua vida. No dia 8 deste mês ela foi diagnosticada com infecção urinária. Os profissionais do Lar de Ofélia, onde, desde dois anos, estava acolhida, a levaram a internação. Choque séptico, produzido pela infecção, agravou seu estado físico. No domingo, dia 13, ainda estava lúcida e recebeu nossa visita. À noite, sua resistência física se reduziu. Dia seguinte, ela nos deixou”, contou a filha Rosana.

Nízia era francana. Casou-se como o paulistano José de Souza Lima Filho e foram residir na capital paulista. Lá, ela atuou como cuidadora e técnica de enfermagem. Também na capital nasceram os quatro filhos do casal (Rosana, gestora, por muitos anos, da área de Classificados do jornal Comércio da Franca e, hoje, atuando no Laboratório Clóvis Vieira, do Hospital Regional; casada com Elson Gonçalves, que atua na construção civil; o corretor imobiliário José Renato, casado com Solange, que trabalha com planos de saúde; a professora do ensino fundamental Renata, casada com o funcionário público em Pedregulho, Marcos dos Reis; e José Eduardo, casado com Sonara, ambos professores do ensino médio). Dos enlaces dos filhos, o casal teve cinco netos, Giovana, Cauê, Sofia, Maria Laura e Maria Fernanda.

Divorciada, Nizia decidiu voltar a Franca e trouxe consigo os filhos. Corria 1996. Rapidamente encontrou trabalho com base em suas experiências de cuidadora e técnica de enfermagem. Atuou por anos no Hospital Regional. Filhos crescidos, acabou aceitando convite de prima residente na Espanha, e seguiu para aquele país. “Foi com a cara e a coragem. Era uma mulher simples, mas determinada. Tinha pouca escolaridade, mas não havia nada que a pudesse vencer. Lá, conheceu o espanhol Lúcio Torres Tomé. Casaram-se. Em 2003, mudou-se com ele para Franca. Tiveram 12 anos de enlace até a morte dele, ocorrida em meados de 2015.

“Foi muito mais que mãe para nós, os filhos. Foi amiga presente, incentivadora, apoiadora de todos os momentos, os alegres e os difíceis. Seus genros e noras tiveram, com ela, relacionamento excepcional. Realmente se podia contar com ela para tudo. Com os netos, mamãe remoçou. Com cada um viveu um papel diferente, fundamental para eles. Melhorava como ser humano conforme o tempo passava. Ensinou-nos a jamais desistir. Sabemos que o tempo de nossa vida é determinado por Deus. O de mamãe, ela cumpriu na plenitude, crescendo como gente, sendo mãe amorosa, lutando com a vida e vencendo. Até o tempo que permaneceu acamada serviu para fortalecer a união da família. Deixa muita saudade”, concluiu a filha.

Velório, com serviços da Funerária Tedesco, aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento foi realizado no Cemitério da Saudade dia 15, 10 horas.

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