Luta pela república


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Hoje, 127 anos passados, o país comemora a Proclamação da República, levante político-militar liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que impôs o fim do Segundo Império. 
 
Significou passo importante do Brasil rumo à modernidade. Arrastava-se desde tentativas abolicionistas e culminou com a assinatura da Lei Áurea, um ano antes.
 
Todo o poder estava concentrado no imperador d. Pedro II. A igreja protestava contra interferências em seus assuntos. O exército não aprovava a corrupção na corte. A classe média crescia nos centros urbanos e queria participar mais das decisões. Proprietários rurais, especialmente cafeicultores, queriam mais poder político, já que detinham o econômico. 
 
O Império ruiu em 15 de novembro de 1889. ‘O povo assistiu de forma bestilizada’, como contou Aristides Lobo, jurista da época. 
 
A ideia de república nasceu na Roma antiga. República, no latim, significa coisa pública, sistema com 
 
Para o filósofo italiano Norberto Bobbio, o fundamento da boa república, mais até do que boas leis, é a virtude dos cidadãos. A noção contemporânea se assenta nos princípios de ordenamento institucional, proteção dos indivíduos contra excesso de poder dos governantes; e do caráter abrangente das leis, criadas por representantes do povo. 
 
No feriado que marca a efeméride, fica a reflexão de que, com a República, a democracia consolida-se como regime em que o povo está representado e protegido, e onde todos, sem exceção, devem ser iguais perante a lei.
 
 
Luiz Gonzaga Bertelli
Presidente do Conselho de Administração, e do Conselho Diretor do CIEE

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