Droga, a raiz do mal do nosso tempo


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Não é de agora que ressaltamos aqui a situação de nossa sociedade diante do perigo representado pelas drogas entorpecentes, que a cada dia que passa, ameaçam principalmente a juventude, crianças até. O advento do crack trouxe uma nova perspectiva já que, em razão de seu baixo valor, criou um batalhão de dependentes. E sua alta letalidade encurta vidas que ainda estão em seus primeiros anos, trazendo uma preocupação que, infelizmente, não se vê refletida em quem tem condição de buscar soluções para este grave problema, as nossas autoridades constituídas.
 
Nos últimos anos, o tráfico de drogas tem sido o principal financiador do crime organizado no Brasil. Banca crimes, grupos criminosos e até agentes de segurança para que façam vistas grossas a suas atividades delituosas. Felizmente, estes últimos compõem uma minoria que, nos últimos anos, está sendo identificada e responsabilizada. Mesmo assim, o vício em drogas tornou-se um flagelo a ser combatido. Há poucas e isoladas iniciativas, como a do governo do Estado de São Paulo, onde o tratamento de viciados é estimulado e pago. A Prefeitura da cidade de São Paulo também busca saídas. Embora o governo federal tenha anunciado um plano de enfrentamento ao vício em drogas, este ainda não saiu do papel e nem chegou onde é mais necessário: junto às populações vitimizadas por este problema crescente.
 
Os aparatos de segurança, como as Polícias Civil e Militar fazem o que podem. Mesmo assim, a apreensão de drogas ocorridas recentemente — até uma plantação de maconha foi descoberta dias atrás em Restinga — não consegue identificar toda a cadeia de produção e distribuição. Na maioria das vezes ‘caem’ os viciados que não encontram um caminho seguro para abandonar o vício. Na maioria das vezes, a família, já fragilizada pelas situações que o uso de drogas criam, não tem condições de arcar com os custos de uma instituição especializada na recuperação do dependente. Caso houvesse uma rede de tratamento para viciados em entorpecentes, bancada pelo governo, seria ainda mais fácil combater o tráfico. E poderia causar um efeito dominó, já que sem usuários o tráfico levaria um grande golpe, provocando a redução da violência que se tornou, nos últimos anos, uma das maiores preocupações da população brasileira. Esta precisa ser a prioridade daqueles que se dispõem a enfrentar o crime organizado que vem acuando a população brasileira, que há muitos anos cobra uma providência oficial contra a violência que hoje atinge grandes, médios e pequenos centros urbanos, não deixando de incursionar ainda na zona rural.
 
 
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