Morreu durante o sono da madrugada do dia 10 de novembro, em sua casa, o senhor Domingos Jorge da Silva, aos 77 anos. Há dois anos sofre um AVC. ’Obediente’, como disse sua cunhada Sebastiana, ao tratamento médico recomendado, viveu sem sequelas representativas. ’Ele ficou só com uma pequena falha de movimento em uma das pernas, mas, de resto, readquiriu saúde’.
Residindo em chácara do Condomínio Santa Marcelina junto à sua mulher Gilda — com quem teve 20 anos de enlace — Domingos se levantou bem cedo, na quarta-feira, dia 9, e passou o dia cuidando de suas rotinas: hortas e criação de galinhas. Pedreiro de profissão, também continuou construindo muro iniciado dias antes e que já estava quase totalmente pronto.
’Não se queixou de dores, de nada. No fim do dia entrou em casa, tomou banho, alimentou-se, tomou seu remédio de pressão de uso contínuo, assistiu noticiário de televisão e, depois, missa celebrada pela TV Aparecida, junto à minha irmã. Deitou-se, dormiu, e não acordou. Segundo os médicos, ele teve uma parara cardiorrespiratória. Felizmente, não sofreu’, disse Sebastiana.
Era natural de São Thomás de Aquino (MG). Lá, casou-se com Ana. Do enlace, o casal teve quatro filhas e netos. Filhas crescendo, a família se mudou para Franca, à procura de oportunidades de trabalho. Desquitado, decidiu-se por novo casamento.
’Casou-se com minha irmã Gilda. Não tiveram filhos. A princípio, moraram no Jardim Seminário, perto de minha casa. Eu e meu marido Sebastião Denizar de Paula, e filhas Izilda, Ilda, Silvana e Silvio, com nossos doze netos, nos tornamos a família deles. Domingos era um bom homem, companheiro inseparável de minha irmã, e se tornou também muito querido por nós. Quase todos os dias ele e minha irmã, já aposentados, saiam para passeios à tarde, e invariavelmente, iam para minha casa. Nos domingos, era dia de almoçarmos todos juntos. Infelizmente, não teremos mais esse que foi um ’quase’ avô para meus filhos e netos’, disse a cunhada Sebastiana.
Domingos também foi conhecido como ’Dominguim Sanfoneiro’. ’Tornou-se personagem conhecido das principais casas de forró de Franca’, disse a cunhada. Gilda, sua viúva, disse que o marido foi o melhor dos companheiros. ’A gente não esperava perdê-lo assim, sem qualquer aviso. Vinha bem, feliz por poder mexer com suas coisinhas na chácara, mas Deus é que sabe. Que o Pai Supremo dê um bom lugar para ele, que o acolha bem, porque ele merece. Fará muito falta para mim. Será muito difícil viver sem ele, mas vamos nos lembrar se sua capacidade de sorrir frente a qualquer situação, boa ou ruim’.
Velório aconteceu no São Vicente de Paula. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado às 9 horas do dia 10, no Cemitério Santo Agostinho.
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