13º salário deve despejar R$ 90 mi na economia francana


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Dinheiro deve movimentar o setor comercial no período natalino; primeira parcela do 13º deve ser paga até o dia 30 deste mês
Dinheiro deve movimentar o setor comercial no período natalino; primeira parcela do 13º deve ser paga até o dia 30 deste mês
O pagamento do 13º salário deve injetar na economia de Franca cerca de R$ 90 milhões até o dia 30 de novembro, prazo final para empregadores efetuarem o pagamento. O montante será pago aos trabalhadores do mercado formal, nos setores público e privado, que, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), hoje se aproximam das 90 mil pessoas, além de beneficiários da Previdência Social e para aposentados e beneficiários de pensão da União, dos estados e municípios.
 
Os pagamentos começaram no início do mês, quando a Prefeitura antecipou o pagamento do 13º para os cerca de 5 mil servidores municipais e despejou mais de R$ 10 milhões na economia. 
 
Atualmente, Franca tem 63.385 aposentados e pensionistas que recebem benefícios da Previdência. Para o pagamento da segunda parcela do 13º desses beneficiários, mais de R$ 20 milhões também devem ser pagos. A primeira parcela foi paga em agosto. 
 
Com aproximadamente 23 mil funcionários no setor, a indústria calçadista, segundo expectativa do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), deve ser responsável por pagar, somando as duas parcelas do 13º salário, R$ 30 milhões até o fim do ano. “O ano de 2016 foi o pior dos últimos 40 anos e poderíamos estar falando agora em pagar até R$ 90 milhões em 13º, mas infelizmente a realidade é outra. As indústrias se desdobraram para conseguir crédito e cumprir com os pagamentos. O lado bom é que com esse dinheiro a economia da cidade fica mais aquecida e podemos enxergar alguma melhora”, disse o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto. 
 
A entrada desse dinheiro na economia gera uma expectativa positiva para o comércio da cidade e movimenta o setor, segundo o gerente executivo da Acif, Marcelo Carraro Rocha. “Historicamente a entrada da primeira parcela do 13º antecipa as compras de Natal. Muitos não querem pegar fila e enfrentar aquela aglomeração de pessoas e isso também é bom, pois gera receita antecipada para os comerciantes. A inserção desse dinheiro na economia é muito boa, afinal faz a roda girar”, disse. 
 
Como gastar?
Segundo o economista Hélio Braga, devido ao atual cenário econômico, os trabalhadores precisam de cautela antes de utilizarem o 13º salário.
 
“Nesse momento vivemos um cenário de incertezas e é preciso se lembrar disso antes de gastar esse dinheiro extra. Apesar do mercado mostrar tendência a uma leve recuperação em 2017, somente em 2018 vislumbramos algo efetivo nesse sentido. Por isso, analisando todas as dificuldades deste ano e o que ainda está por vim, é preciso analisar minuciosamente em que gastar esse dinheiro”, disse. 
 
Para o economista, o primeiro passo a ser seguido após receber o dinheiro extra deve ser quitar dívidas e evitar o acúmulo de juros e prestações a longo prazo. Posteriormente, é indicado pesquisar tudo muito bem antes de finalizar uma compra. 
 
“2016 foi cheio de promoções e as pessoas não podem se enganar com isso. A facilidade de crédito está aí, mas e depois? Dezembro é um mês muito apelativo para o consumo, mas é preciso lembrar que logo no começo do ano chegam as contas como IPVA, IPTU, mensalidade e material escolar. Se conseguir, o ideal é guardar o dinheiro para evitar começar o ano com muitos sobressaltos”, completou.
 

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