Morreu às 19h40 do dia 10 de novembro, em sua residência, o conhecido cafeicultor e agropecuarista Sérgio Caleiro Guimarães, aos 69 anos. Ao final daquele dia, já entregue às suas rotinas caseiras, foi acometido por infarto fulminante do miocárdio. Socorristas chamados tentaram, em vão, procedimentos de ressuscitação.
Chegava ao fim, com sua morte, a terceira geração de gestores de negócios de café iniciada por seu avô paterno, Agnello de Lima Guimarães, na tradicional rua Diogo Feijó, a Estação, ao lado da Estrada de Ferro Mogiana, especializada na armazenagem, prova, comercialização e exportação do grão que, por mais de cem anos os tornou conhecidos em negócios nacionais e internacionais. Segundo seu irmão Carlos, Sérgio, ao herdar o negócio iniciado pelo avô, conduzido também, em certa época, por seu avô materno, Higino Caleiro Filho e seguido por seu pai, Milton Jacintho Guilmarães, mudou a razão social para Armazém Caleiro Agrícola e Comercial S.A., e o conduziu até o final da década de 2000, quando resolveu despedir-se da área.
“Meu irmão se aposentou, mas foi por pouco tempo. Suas experiências, e posso afirmar ter sido ele um dos mais experientes gestores de preparação de café para exportação do país, foram buscadas por empresa que se criou na cidade, a Dínamo, e ele aceitou o desafio, ‘desaposentando-se’. Brincamos muito com ele sobre o caso, mas toda a família respeitou sua decisão. Ele sempre foi um dínamo’, disse Carlos. Sérgio trabalhou na empresa até três meses atrás.
Deixou, viúva, a senhora Maria José Leite Vaz Guimarães, Mazé, depois de 18 anos de enlace. Deste casamento, Sérgio herdou os três filhos do primeiro enlace de Mazé — Maira, Felipe e Marisa — e se tornou avô de cinco netos. Sérgio, de casamento anterior com a senhora Ana Olímpia, teve duas filhas, Ana Paula, arquiteta, representante de vinhos; e Roberta, psicóloga, atualmente atuando com Recursos Humanos em São Paulo, casada com Giovanni Peduto; e uma neta, Giulia. “Foi um pai muito especial, e avozão de netos que o queriam muito. Não descansava enquanto não sabia, em detalhes, tudo o que se referisse a eles”, disse Carlos.
Afora as atividades na cafeicultura e agropecuária, Sérgio teve na prática do Polo, hobby que levou muito a sério. “Dedicou-se intensamente ao esporte. O praticou desde a década de 60. Conviveu com jogadores famosos e praticantes nacionalmente conhecidos, inclusive dois primos nossos, Rafael e Antônio Caleiro Palma, que representaram o Brasil jogando na Inglaterra. Em certa época, como presidente do Polo Club de Franca, fez sediar aqui campeonatos que contaram com a presença de conhecidas figuras da vida nacional, como o empresário Abilio Diniz”, disse Sérgio. Não se limitava a competir. “Uma de suas principais habilidades era formar cavalos para a prática do polo. Em linguagem popular, pegava animais chucros e os adaptava a serem vencedores”. Completou o irmão. Sempre muito bem integrado à comunidade francana, participou ativamente da fundação de um dos Lions Club locais.
Ainda segundo Carlos, seu irmão também deixa saudade por sua alegria e dedicação aos amigos. “Tudo, para ele, foi festa. Era imensamente feliz, alegre, gostava de viajar, gostava de dançar. Ia a restaurantes onde era possível dançar. Fez amizades com a mesma intensidade com que conquistou grandes resultados empresariais. Em seu velório estavam os principais cafeicultores de vasta região a atestarem sua capacidade de fazer e manter amizades duradouras. Perdê-lo significa perder um norte quanto a todas essas virtudes”.
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Francana, foi realizado sexta-feira, às 16 horas, no Cemitério da Saudade.
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